Igor Santini Os últimos dias entram numa calmaria que eu conheço bem. Uma calmaria que eu mesmo construí. A casa volta ao ritmo certo. Aurora acorda cedo demais, corre pela casa com a mochila maior que ela, fala sem respirar sobre a escola. Nancy circula pela cozinha nas manhãs livres, aprende receitas novas, passa um tempo com as funcionárias. À noite, a sala fica preparada para a ligação da noite com os meus pais numa chamada de vídeo obrigatória com a Aurora. Tudo em ordem. Do jeito que eu gosto. Do jeito que eu controlo. E mesmo assim, há um ruído baixo no fundo da minha mente. Erica. O e-mail. “Precisamos conversar.” Não faz sentido. Ela envia aquilo e some de novo. Dias. Silêncio absoluto. Que tipo de jogo idiotä é esse? Se precisava conversar, por que não respondeu qua

