Silêncio. Eu me viro para Nancy. Ela está parada no meio do escritório, as mãos inquietas, os olhos brilhando com algo que ela tenta controlar. — Estão todos preocupados… — Ela começa. — As mulheres estão tensas e agora esse e-mail. Eu não sei o que… — Calma. — Eu interrompo, firme. Ela me olha, confusa com a minha serenidade. — Como você consegue ficar calmo? Eu dou dois passos até ela. — Porque isso não me afeta... nenhum pouco. Ela franze levemente a testa. — Não afeta? — Não. Eu resolvo. Eu passo as mãos pelo rosto por um segundo, organizando os pensamentos. — Eu vou pagar a todos normalmente, inclusive você. Como deve ser. E vou rastrear esse endereço de e-mail. O outro que recebi, eu respondi, mas até hoje não tive retorno. — Você respondeu? — Ela pergunta, surpresa. —

