Nancy Keller Esta manhã, a casa quase toda tem o aroma de café mesmo já tendo passado o tempo. É estranho como algo tão simples pode me trazer tanta paz. Durante alguns segundos, fico parada na porta, apenas observando. Odete está de costas para mim, concentrada no forno. Margarida fala alguma coisa sobre a feira da semana. Há talheres batendo, panelas sendo abertas, o ruído do liquidificador. A casa voltou a respirar. Depois daquela loucura com os pagament0s, com o e-mail absurdo ordenando a minha saída da mansão… tudo parece ter voltado ao normal. E eu gosto disso. Gosto da normalidade. Gosto do barulho. Gosto da sensação de que não estamos à beira de um abismo invisível. Igor resolveu tudo. Ele assumiu absolutamente tudo: despesas da casa, contas, boletos, fornecedores, feira

