Igor Santini Eu fico parado na porta da mansão. O vento da tarde bate leve no meu rosto, mas eu mäl sinto. O carro branco estaciona devagar, como se estivesse fazendo questão de anunciar cada segundo da própria presença. Luxuoso. Brilhando sob o sol. Imponente. A porta se abre. Primeiro, o salto alto fino toca o chão de pedra da entrada. Depois, a perna. Depois ela. Vestido moldado no corpo, elegante, tecido caro que acompanha cada movimento calculado. O cabelo solto, alinhado, brilhando. Óculos escuros grandes demais para serem discretos. Chapéu de sol inclinado com perfeição. Bolsa pendurada no braço como se estivesse saindo de uma capa de revista. E eu só consigo pensar: Essa é a Erika. Depois de tantos anos. Depois de tanta procura. Depois de tantos advogados, investigadore

