Eu sinto o sangue subir de vez. — Eu não vou discutir com uma maluca. — Chega!!! O grito da minha mãe ecoa pela sala. Todos se calam. Eu franzo a testa, surpreso. Ela olha para mim, depois para Erika. — Nós somos família. Tem uma criança lá em cima que não faz ideia do que está acontecendo. Essa cena não ajuda em nada. A gente precisa sentar e conversar. Eu sorrio. Um sorriso duro. — Ela não é minha família. Minha família ainda são vocês e as duas pessoas que estão lá em cima. — Digo algo e claro. — Se ela não sair dessa casa agora, eu pego tudo e vou embora. Sem vocês. Meu pai fica visivelmente abalado. Mas, depois de alguns segundos, ele olha para Erika. — É melhor você ir. Ela arregala os olhos. — O quê? Sair assim? — Sim. Essa confusão não está ajudando. É melhor você ir

