Aurora também parou de respirar por um segundo. — Mamãe…? Minha mente entrou em pânico e então uma ideia absurda surgiu. Eu olhei para o armário, corri até ele e abri a porta. — Aurora, entra aqui. Ela me olha confusa. — Por quê? — Só… só entra, meu amor. Fica quietinha, tá bom? Minha voz estava desesperada. Eu sei que parecia loucura, mas naquele momento… era a única coisa que consegui pensar. Ela obedeceu, se encolheu dentro do armário e eu fecho a porta devagar. Minhas mãos tremiam tanto que mäl consegui segurar a maçaneta. Então escutei uma voz. — Nancy… sou eu. Igor. Meu corpo inteiro murchou. — Eu estou sozinho. Pode abrir. Minhas pernas ficaram fracas, mas arrastei os móveis para o lado com dificuldade. Destranquei a porta e quando abri… eu simplesmente desabei. Foi

