Covarde! Eu vou encontrá-la. Isso não é uma promessa vazia. É uma certeza. Ouço batidas na porta e me viro, ainda tenso. Uma das empregadas entra com cuidado, quase com medo de me incomodar. — Senhor Santini… chegaram as primeiras malas do senhor. Já estão no quarto preparado, no segundo andar. Assinto com a cabeça. — Obrigado. Ela se retira e eu passo mais alguns segundos parado, como se estivesse me despedindo daquele espaço. Então saio do escritório. Caminho pelos corredores observando tudo com atenção. Essa casa… não tem nada que eu reconheça. Nada. A decoração é completamente diferente. Moderna, elegante, mas estranha. Como se eu estivesse andando dentro da vida de outra pessoa. Subo os degraus da escada com calma, passando a mão pelo corrimão, sentindo o peso de cada passo.

