Eu não sou nada! — Que merdä! — Sussurro pra mim mesmo. Não consigo me conter. A Aurora criou uma versão aceitável do abandono. Mostra entender e só. É tudo muito delicado e complicado. Mesmo nesses anos todos, Nancy nunca ensinou a Aurora que era mãe dela, afinal, se a Erika aparecesse isso iria causar mais confusão na Aurora. Mas, não impediu de esse laço ser criado. Eu engulo em seco. O ar parece pesado demais para entrar. Os meus dedos se fecham devagar sobre os joelhos. Eu olho para o chão, depois para a parede, qualquer lugar que não seja minha filha tentando ser forte demais para alguém tão pequena. E claro, sou incapaz de assistir a minha inutilidade. Eu não estive lá. Essa frase começa a ecoar antes mesmo de alguém dizer. { . . . } A sessão termina. Aurora vai com uma

