— Eu empurro ela. — Igor diz. — Fica à vontade. Eu fico um pouco afastada, só observando. Ele a coloca no balanço com cuidado. Ajusta a correntinha, confere se ela está firme. Empurra de leve. Aurora solta um riso que parece música. Um riso solto. Leve. Livre. Eu sorrio também, sem perceber. Faço tchauzinho pra ela quando ela vem pra frente. O clima muda. O peso da terapia não some, mas alivia. Igor não sai de perto dela. No escorregador? Ele está embaixo esperando. Casinha? Ele se abaixa pra entrar junto. Piscina de bolinhas? Ele senta no chão mesmo. Ele não está fingindo. Ele está… presente. E isso é novo. Quando voltamos para o carro, os dois estão rindo de algo que só eles sabem. Aurora está vermelha, suada, feliz. Mais leve. Muito mais leve. Igor dirige diferente agora. Om

