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A esposa do Rei

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Blurb

Atena é uma jovem líder responsável por um bando de seguidores que o pai falecido a deixou e mesmo que a contragosto ela tomou a liderança. Jurou vingança quando o pai fora morto por uma espada real e já cansada da tirania dos soberanos, ela decide tramar um plano para derruba-los : Tornar-se rainha, conquistar todo o reino e em seguida m***r o Rei. O único empecilho de Atena será deixar o coração protegido de Hunter e claro, derrotar o que não pode ser derrotado.

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CAP. 1
19 de Outubro 1896 Nunca me perguntei muito sobre como seria a minha morte, nunca fui uma pessoa apegada a nada e tampouco carinhosa. Perdi minha mãe quando ainda era pequena demais para entender o que realmente havia acontecido com ela e anos mais tarde papai me disse que ela havia sido violentada e morta por malditos soldados do Rei. Devo confessar que não senti vontade de entrar em detalhes sobre sua morte, já era doloroso demais saber que ela havia sofrido dessa forma, o que só fazia aumentar meu ódio por todos que estavam acima de nós. Meu pai nunca havia sido um homem amoroso, mas não podia nem de longe ser considerado um m*l pai, mas sim um homem cheio de mágoas e por isso esfriara com o tempo. Ele nunca voltara a se casar, concentrara todas as suas forças em juntar forças e acabar com o Reinado. Já não era mais o mesmo Rei da época em que minha mãe havia morrido, mas era o filho dele, o que para o meu pai, dava no mesmo. Passei o pente de madeira pela última vez pelos meus fios longos e vermelhos, todos na vila tinham uma terrível superstição que o fogo salvaria Warkatopia, - uma escrita antiga deixada por uma renomada bruxa que fora queimada pelos padres - e por algum motivo, todos pensavam que eu seria esse fogo. Nunca havia entendido bem tudo isso, mas desde que nasci, a única ruiva do vilarejo, era considerada quase como uma rainha para eles. Eu prendi meu cabelo em uma trança apertada antes de sair em direção ao meu trabalho. Uma pequena vendinha de peixe, o dono me pagava bem para vender as mercadorias dali, ou melhor dizendo, bem na medida do possível ... A decadência em que vivíamos era de fato terrível, nosso povo já era escravizado a anos por pessoas que vinham acima de nós na pirâmide da riqueza. O meu povo estava fadigado de tanta injustiça, e todos, não viam a hora de tudo mudar, só não esperávamos que estivesse tão próxima a nossa chance de uma vida diferente. - Atena, minha querida Atena. - Zion disse assim que me viu. Eu o encarei com um olhar de poucos amigos. Zion era filho do melhor amigo do meu pai, e quando éramos ainda pequenos demais para optar fomos prometidos a casamento, a nossa união traria benefícios ao vilarejo, segundo nossas famílias que a anos atrás haviam sido inimigas. - Bom dia, Zion. - Respondi sem parar de caminhar o que infelizmente não evitou que ele continuasse andando atrás de mim em passos tão largos quanto os meus. - Como está, minha bela flor? .- Perguntou com o tom mais galante que conseguiu. Eu forcei o mais perto que consegui de um sorriso para ele. - Estou bem, obrigada. - Respondi seca. - E seu pai? .- Ele continuava andando atrás de mim, na verdade, estava quase correndo, porquê eu não havia diminuído o passo sequer um segundo para que ele me acompanhasse. - Bem, obrigada. - Disse de maneira automática. Ele puxou meu braço me fazendo parar para olhá-lo. - Podemos conversar por um segundo sem que pareça estar correndo de mim? Eu revirei os olhos, encarei o céu, observei as folhas das árvores em movimento e bufei. - Desculpe, mas caso não tenha se dado conta, eu estou completamente atrasada para o meu serviço. E se eu não chegar no horário certo, o sr. Stanley não vai gostar. Podemos nos falar outra hora? Ele me olhou impaciente. - Certo. Eu preferia fazer de outra forma. - Ele disse com os olhos castanhos presos em cima de mim, evidenciando sua fúria. - Mas você nunca me dá opções. Nosso compromisso será firmado essa noite, seu pai pediu para que eu a dissesse, ele saiu cedo demais e não pôde. - Hã ... - Gaguejei. - Como? - Será preparado um jantar na propriedade de seu pai Atena, firmaremos nossa aliança que já tarda, será perante todo o vilarejo. - Meu pai só pode ter enlouquecido de vez. - Sussurrei mais para mim mesma do que para ele. Zion pegou minha mão e beijou o nó dos meus dedos. - Fico feliz que nossa hora tenha enfim chegado, e creio que você logo se sentirá da mesma forma, só precisa de um tempo para se acostumar. Até breve, querida. Eu abri e fechei a boca diversas vezes na tentativa de pronunciar alguma palavra, mas sabia que nada do que eu dissesse poderia ser adequado, então optei por me calar. Assenti com a cabeça e dei de ombros com urgência, mais meio segundo ao lado de Zion e eu mesma o esbofetearia. Ainda que fosse filha única e moça, papai havia me ensinado muito sobre guerras, lutas e como me defender de homens maldosos, como ele costumava dizer. Papai sempre dizia que se tivesse feito isso pela minha talvez ela estivesse conosco, e ainda que eu não concordasse em voz alta, sabia que tinha uma grande probabilidade de ele estar certo. Não era como se uma mulher fosse capaz de lutar contra um exército, mas eu sabia bem me defender e provavelmente menos do que um exército não seria capaz de me prender com facilidade. - Bom dia sr. Staley. - Disse sem humor atraindo sua atenção. - Bom dia Atena. Por que tão cabisbaixa? .- Ele perguntou desconfiado. Apesar da grande diferença de idade, Stanley era o mais próximo que eu tinha de um amigo, ele me dava conselhos quando preciso, puxões de orelha, fazia piadas e me fazia rir na maioria das vezes. - Acabei de descobrir que hoje a noite será meu noivado com Zion. - Disse sem ânimo lançando meu corpo de modo nada feminino sobre o sofá que havia na pequena sala de recepção. - Gostaria de falar sobre isso? .- Sua voz transmitia paciência e bondade, esses eram seus pontos fortes. Stanley sabia que eu não era uma pessoa sociável e nem de longe uma garota que gostava de desabafar sobre problemas, mas para sua supresa, naquele dia, diante daquele problema, eu quis ... - Eu não quero me casar. Nem com Zion e nem com ninguém. Eu quero viver sozinha e ser dona de mim mesma, é pedir muito? .- Perguntei com um beicinho. Ele emitiu uma baixa risada. - Queria poder te dizer que não é querida, eu verdadeiramente queria, mas eu não posso ... Sou homem e sei que tenho mísera autoridade para falar no assunto, mas sou um homem observador e sei que a situação das mulheres tem piorado a cada dia mais. Eu assenti cabisbaixa. - Se um homem não quiser se casar, quais as consequências disso? .- Perguntei desanimada. Ele balançou a cabeça em negação. - Estou certo de que seu pai quer apenas o melhor para você Atena. - O melhor para mim seria poder escolher o meu destino, pode explicar isso para ele? .- Perguntei com um sorriso forçado nos lábios. Stanley bateu de levinho nas minhas costas. - Desculpe querida, mas enfrentar o Sr. Jasper não está na minha lista de riscos a correr. Meu pai era um bom homem, e todos sabiam disso, mas também era comentado por todos sobre seu temperamento difícil, algo que ninguém no vilarejo pagava para ver. Stanley me arrancou uma risada abafada. Eu me levantei desamassando meu vestido simples. - Obrigada. O sr. é um bom amigo. - Disse antes de beijar sua testa e sair dali em direção ao meu serviço. Comecei organizando algumas pendências financeiras, Stanley era leigo em contas e leitura, ele realmente não havia tido a chance de aprender, assim como a maioria dos moradores da vila, mas para minha sorte papai tinha dedicado muito de seu tempo me ensinando a ler e escrever, o que facilitou muito na hora que o sr. Stanley me deu o emprego. Era visto como um diferencial e tanto no meio dos moradores da vila. - O que temos aqui. - Ouvi uma voz grave chegar ao meu ouvido. Estava pronta para xingar pensando ser mais um assediador se referindo a mim, mas quando ergui a cabeça me deparei com um homem maravilhado com os peixes, seus olhos cor esmeralda até brilhavam. Pelas vestes, provavelmente era alguém de alta patente. Ele também tinha cabelos ruivos, o que me fez o encarar por longos segundos, nunca tinha tido o prazer de conhecer alguém como eu. - Bom dia senhor, pode ficar à vontade. Temos uma imensa variedade de peixes, lhe asseguro que são os melhores da região. - Respondi sorridente.

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