Salvatore Vitale A luz do sol escorria pelas enormes janelas de vidro da mansão, mas não trazia nenhum calor para mim. Meu escritório parecia mais frio do que o habitual, como se as próprias paredes sussurrassem traição. Eu estava sentado atrás da minha mesa de mogno, os dedos tamborilando no braço da cadeira de couro enquanto observava o movimento lá fora. Meus homens passavam pelo jardim, silenciosos e atentos, mas a calma era apenas superficial. Algo estava errado. Sentia isso no ar, nas sombras que se alongavam entre as colunas de mármore, no silêncio suspeito dos corredores que normalmente ecoavam com a movimentação dos meus soldados. E, pior que isso, eu sabia que não era apenas paranoia. Enzo, meu braço direito, estava parado na porta do escritório, seu rosto marcado pela preocu

