Aurora Mancini A sensação amarga da sopa ainda queimava minha garganta. O veneno quase me levou, e a fraqueza que deixou para trás era uma lembrança constante de que eu não estava segura. Nem mesmo dentro das paredes de mármore da mansão Vitale. Salvatore havia se mostrado mais humano do que eu imaginava, mas isso não mudava o fato de que eu ainda era uma prisioneira. Uma prisioneira de luxo, mas prisioneira, de qualquer forma. Meu corpo ainda tremia às vezes, revivendo as sombras daquele quase encontro com a morte. Mas meu espírito, esse parecia mais forte do que nunca. Eu não era tola. Se alguém tentava me matar, isso significava que eu era uma ameaça. E se eu era uma ameaça, queria saber o porquê. Não demorou para que eu começasse a conectar os pontos. Salvatore pode ser o Don, o

