Isadora acordou com o sol tímido entrando pelas frestas da janela. A pequena ainda dormia, enrolada nos cobertores, e o silêncio do refúgio lembrava-a da ausência de Kauan. Cada canto da casa parecia vazio, mas ela sabia que precisava ser forte: a filha dependia dela, e a coragem se tornava uma obrigação diária. Enquanto preparava o café da manhã, a mente de Isadora não parava de viajar para Kauan. Sentia falta do corpo dele junto ao seu, do toque firme e sensual, dos beijos carregados de desejo e proteção. Um arrepio percorreu sua espinha só de lembrar-se da intensidade de cada momento vivido. Ela se permitiu suspirar, misturando a saudade com o erotismo contido em sua memória, sabendo que cada lembrança era combustível para enfrentar a solidão. Após colocar a filha para brincar, Isador

