Peter Narrando Fiquei parado na frente dele, com o sangue fervendo nas veias. Renê estava amarrado à cadeira, numa sala escura da antiga pousada desativada. As mãos presas com fita plástica, o rosto suado e inchado. Mas ainda assim, mantinha aquele olhar arrogante de quem se acha certo mesmo no fundo do poço. — Não sabia que você tinha virado assassino, Renê — minha voz saiu firme, mas cheia de desprezo. Ele ergueu os olhos e sorriu de canto, com uma calma que me deu nojo. — Eu não matei ninguém, Peter. Sua mulher tá viva, não tá? — Só tá viva graças aos alarmes de emergência e à eficiência do corpo de bombeiros. Porque se dependesse de você, ela teria morrido queimada! — cuspi as palavras com ódio. — Já os seus seguranças, eles também tiveram essa sorte? — Eu só coloquei eles pra d

