72 - Peter

1171 Words

Peter Narrando Quase caí quando vi um dos bombeiros sair com a Aurora nos braços. Se não tivessem me segurando pelos braços, eu teria desabado ali mesmo. O alívio foi tão grande, tão absurdo, que minhas pernas simplesmente fraquejaram. Corri até a ambulância, o peito apertado, a garganta seca. Ela estava desacordada, com o rosto pálido, os cabelos grudados na testa pela fuligem e pelo suor. Meu Deus, ela parecia tão frágil, tão pequena. — Aurora… — sussurrei, me aproximando, desesperado. Os paramédicos começaram a examiná-la, verificando sinais vitais, saturação, frequência cardíaca. Disseram que, aparentemente, ela estava bem, mas só de olhar pra ela ali, imóvel, eu já estava perdendo o controle. Meu coração batia tão rápido que achei que ia parar de funcionar. E então, no meio do cor

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