68 - Aurora

1148 Words

Aurora Narrando Eu não sabia quanto tempo tinha se passado desde que fui jogada ali. Talvez horas, talvez dias. Estava vendada, com os pulsos amarrados pra trás, as pernas também. O chão debaixo de mim era frio e áspero, e meus braços latejavam. A corda tava tão apertada que parecia queimar minha pele. Cada vez que eu tentava me mexer, sentia o ardor aumentar. Eu tava com fome, com sede, com vontade de ir no banheiro. O corpo inteiro doía. A garganta arranhava. A boca seca. Senti uma lágrima escorrer, mas nem consegui limpar. Comecei a gritar. — SOCORRO! PELO AMOR DE DEUS. ME TIRA DAQUI — minha voz ecoava, mas parecia não sair de lugar nenhum. Ouvi passos. Pesados. Aproximando. Meu coração acelerou. Um rangido de porta e uma voz grossa, áspera, soou: — Por que tá gritando, pörra? Fi

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