Bianca Narrando Eu ainda estava na cela da delegacia quando eles entraram. Havia dois agentes conversando do lado de fora, e dentro, eu não conseguia nem sentar. A mente latejava, os pensamentos se atropelavam, o pulso parecia pulsar na garganta. Tudo girava. Eu me mantinha em pé, encostada na parede fria, os olhos vidrados, ouvindo cada batida de carro lá fora como se fossem tambores de guerra. Mentalizei a Aurora sangrando, os seguranças mortos, Peter desesperado. E comecei a rir. Primeiro baixinho, depois para valer, gargalhando sem controle. Ouvi a porta se abrir. Alguém entrou e me chamou. Podia ver os rostos deles, mas tudo parecia distante, banal. Então, meu pai entrou, acompanhado do meu irmão César e de um advogado. Meus olhos arrepiaram quando eles cruzaram a porta da cela. —

