Pego o pequeno quadro em mãos e olho para a foto, me espantei, agora me lembro da mãe de Catarine, uma feiticeira poderosa do mundo místico que se apaixonou por um humano, por nome Sidney, eu tinha na época seis anos, quando ela abandonou o mundo místico de Inlandris e se casou com o humano, algumas pessoas diziam que ela estava grávida do humano Sidney muito provavelmente de Catarine.
— Eu não estava errado quando disse que você herdou a beleza de sua mãe Catarine.
Ela fica com a pele vermelha, e eu raciocino em silêncio que se ela é filha de uma feiticeira, ela poderá quebrar o mau do vampiro em mim.
— Essa é a única pintura que eu tenho de minha mãe Lystat as outras o Carl queimou depois que ela faleceu.
Devolvo para Catarine o quadro e ela guarda no lugar onde ele seguro esta.
— Você disse que mora com seu padrasto e madrasta certo?
— Sim, Lystat por que esse interesse agora?
— E o seu pai Catarine?
— Ele faleceu quando eu tinha três anos, seu nome era Sidney.
Agora entendi, depois que seu pai faleceu provavelmente Sara conheceu ao Carl, e como julgava que a menina precisava da figura paterna casou-se com ele, e faleceu anos depois.
Procuro explicações, por que Sara não voltou para Inlandris?
Ela poderia ter voltado para Ilandris, seria muito bem recebida lá com a sua filha.
— Lystat pode ficar comigo até que eu adormeça?
Catarine me pega de surpresa com esse pedido, mas atendo a seu pedido.
Percebo que ela trocará de roupa e me retiro do quarto, por questão de respeito, embora eu adoraria dar uma espiada em Catarine.
Em dez minutos ela abre a porta do quarto me chama.
Entro e ela já está devidamente deitada.
— Obrigada Lystat por ficar comigo.
Pensei que ela fosse demorar mais para pegar no sono, mas ela dormiu rapidamente.
A observo e vejo a circulação de sangue pelas veias de Catarine, ativando o meu desejo por sangue, como eu tomei sangue há algumas horas eu não vi necessidade de caçar a minha próxima vítima, embora a ideia me seja tentadora, afinal sou um ser noturno e sanguinário.
E desejo é uma coisa totalmente diferente de fome.
Resolvo antes de partir para a minha casa deixar um bilhete para Catarine, encontro na sala os papeis, a tinta e a pena e escrevo que a espero amanhã no horário de sempre.
Saio pelos fundos da casa e caminho pelas ruas da cidade inglesa, ouço comentários que um saco com uma grande quantia em dinheiro, foi roubado de uma das diligências, e o mais estranho é que ninguém viu quem foi o responsável.
As pessoas comentam que buscam informações sobre o ladrão audacioso que roubou o banco.
Minha intuição me diz que Catarine roubou essa enorme quantia em dinheiro com o propósito de ajudar aos pobres.
— Ninguém sabe quem foi que roubou, mas eu queria saber quem é esse homem de coragem.
Ouço um grupo de homens conversando.
— Para que você quer saber homem?
— Para entregá-lo para as autoridades, você viu que eles estão oferecendo uma alta recompensa em dólares?
— Eles oferecem porque sabem que jamais vão pegar o ladrão.
— Você cogitou que pode ter sido uma ladra?
A conversa daquele grupo me chama a atenção, então pego um jornal que está jogado próximo ao banco da praça, me sento para escutar a conversa e ouço o que me enojou daqueles homens:
— Se for uma garota melhor, pensa cara, a gente descobre quem ela é capturamos e prendemos, não precisamos entregá-la de imediato.
— Teríamos diversão por alguns dias, pensa cara, i********e de graça, um corpo feminino embaixo do nosso, eu ia adorar que fosse uma ladra, pois ia provar ela todinha.
Os homens dizem isso e eu dobro o jornal e me retiro da praça.
Minha intuição de vampiro me diz que a responsável pelo roubo é Catarine, ela é esperta e tem o conhecimento de como roubar e sabe muito bem a hora certa de agir.
Homens nojentos, me deram asco, e eu achava que eu era o sanguinário aqui.
Retorno para a minha casa e me refugio em meu quarto improvisado.
Enquanto Catarine estiver convivendo comigo, eu posso impedir que qualquer m*l-intencionado se aproxime dela, mas ela deve parar de roubar, pois mesmo sendo esperta, pode acabar sendo pega.
" Droga, acho que escolhi uma mulher muito da complicada para oferecer o acordo"
" Agora não há como voltar eu vou até o fim"
Deixo o meu refúgio e vou até a sala, ainda faltam algumas horas para o amanhecer.
Observo a lua que está a pino no céu, quando estava no mundo místico essa era a lua perfeita para eu realizar os meus feitiços, eu até tentei criar um para me transformar em quem eu sou Lystat o alquimista, mas não adiantou, o feitiço que lançaram em mim é de uma magnitude e poder incríveis.
Observo as pessoas caminhando pela cidade, mesmo a minha casa sendo afastada da igreja, eu ainda vejo a circulação de pessoas, jovens boêmios voltando para a sua casa depois de uma noite de farra, homens circulando na rua com mulheres que provavelmente são de vida fácil, para mim se torna estranho a pessoa pagar para ter relações intimas, no de onde vim, as pessoas se apaixonavam, namoravam, e depois de um tempo se casavam, nunca soube de nenhum caso de homens que pagaram para ter prazer em Inlandris.
Resolvo sair, pois em minha casa não há o que fazer, e eu sou um ser da noite, saio e passeio aos arredores da minha casa que é bem distante da igreja, caminho sem direção e acabo parando em um beco, pela minha apurada audição escuto gemidos vindo da direção do beco.
Curioso eu entro para constatar o que está havendo ali, me aproximo de vagar e a lua ilumina, o casal que ali estava, ambos nus e tendo relações intimas.
Quero sair dali, mas não consigo me mover, pois estou chocado, quem em sã consciência prática essas coisas na rua?
Como minhas pernas não respondem, me arrasto para trás de enormes telhas velhas para sair do campo de visão dos dois.
Fico ali quieto escutando os urros de macho dele, e os gemidos de prazer dela.