Capitulo 14

1011 Words
Lystat Precisei alimentar a minha sede de sangue, então deixei a Catarine em companhia de Theo. Saio a procura de algum malfeitor para me alimentar de seu sangue, preciso apenas de meia hora. Sai pelas ruas e não precisei ir muito longe encontrar o malfeitor que intimidava um homem com uma faca querendo levar os seus pertences, eu não esperava que a Inglaterra da década de 1690, fosse tão violenta, e minha missão nesses doze meses além de quebrar a maldição é proteger as pessoas desses bandidos, que tentam intimidá-las para roubar seus pertences. Me aproximo sorrateiro e com poucas palavras faço o homem que intimida se afastar do outro. — Adoro quando os homens querem intimidar os outros com armas, acho que é melhor você deixar esse pobre homem em paz. — Você parece ter mais dinheiro que esse pobre coitado aqui, vou deixá-lo ir e você me entrega tudo o que tem de dinheiro em seus bolsos e carteira — Se isso é o necessário para deixá-lo ir, eu estou de acordo. Imediatamente o bandido deixa o pobre homem ir, o pobre homem sai correndo e quando não está mais nas minhas vistas, o bandido apontando a faca vem até mim e me ameaça, agora ricaço me entrega tudo o que tem em seus bolsos, dinheiro, moedas de ouro se tiver, vamos ande logo que meu tempo é precioso. Me certifico que não há ninguém na rua em que estamos e revelo as minhas presas para o assaltante que se apavora e passa a tremer a faca que está em uma de suas mãos. — O único que será roubado aqui é você, eu vou roubar o seu sangue para me alimentar. O homem tenta fugir e entra em um beco, melhor para mim, pois posso acabar com ele longe das vistas de possíveis curiosos. Naquele beco me coloco em frente com o bandido, e ele grita para deixá-lo em paz. Vejo pela luz do luar o sangue pulsando em suas veias do pescoço e eu sinto o cheiro do medo do bandido. — Infelizmente, você morre hoje por ser marginal. São as palavras que eu digo antes de saltar para cima dele e sugar até a última gota de seu sangue. Deixo o seu corpo vazio, e me sinto saciado, eu vou atrás de malfeitores, pois não posso e não quero sugar o sangue de Catarine. Após dar sumiço no corpo no mesmo lugar que findei com o primeiro bandido, eu retorno para o lado de Catarine. A encarrego de visitar todos os dias pelas manhãs, o orfanato, para me manter a par sobre o andamento e evolução da reforma. Claro que eu mesmo poderia fazer isso, mas não como um vampiro. Levo Catarine para casa e reforço para ela o convite, para morar comigo. Ela fica de pensar e eu antes de ir lhe dou um beijo em sua bochecha. Catarine me convida para entrar, mais eu não me sinto bem naquela casa, com aquele cheiro de bebida, misturado com perfume barato e mofo. Não quero dizer isso para ela, pois não quero magoá-la, ela não tem culpa dos padrastos que tem, ela foi vítima de fatalidades do destino, quando perdeu seu pai Sidney, e depois perdeu sua mãe, a bruxa Sara, e para piorar a situação da jovem Carl seu padrasto se casou com a Margo, a vida de Catarine a partir dai virou um inferno e não adianta ela tentar me enganar, que eu sei que a convivência com os dois não é nada fácil. — Querida, hoje eu não vou entrar, tenho muito a resolver ainda. — Por favor, Lystat não quero ficar só. Ela me pede com os lindos olhos me olhando profundamente, não consigo dizer não. Acompanho ela até a cozinha de sua casa, onde ela esquenta no fogo algo para comer, dessa vez eu não pude escapar do convite para jantar, então eu pedi que me fizesse uma carne m*l passada, pois talvez eu consiga comer. — Está bem Lystat, um pedido estranho, mas eu faço para você. Catarine realmente deixa a carne bem m*l passada e me serve, como imaginei devido ao gosto de sangue eu consegui comer parte dela. Jantamos, juntos, e eu só não tomei o vinho, em uma distração de Catarine eu joguei o vinho pela janela da cozinha. — Obrigada por ficar comigo, senhor Lystat, eu não gosto de ficar sozinha nessa casa. — Sente falta de seus padrastos? — Não, de maneira alguma, eu sinto falta da minha mãe, que adoeceu, e eu não encontrei a cura para a sua doença. — Carl e Margo para mim não são nada, não tenho sentimentos por eles. Sinto a mágoa nas palavras de Catarine, como pode uma jovem, ter sofrido tanto assim em sua vida. — Mas não vamos estragar o que nos resta da nossa noite falando em Margo e Carl. Os levantamos da mesma e Catarine foi para o quarto, ela se veste com a roupa de dormir e autoriza a minha entrada. — Lystat pode entrar. — Catarine, eu ficarei com você até você dormir. — Obrigada Lystat realmente você é um bom homem. Como da vez anterior ela dorme e eu vou embora para a minha casa mais deixo um bilhete ao seu lado na cama. Catarine pense com carinho em meu convite, seu amigo Lystat. Não sei se ela levará em consideração a minha proposta, sei que corro perigo dela descobrir quem eu sou já realidade. Se ela vai ter medo ou fugir de mim quando descobrir quem eu sou? Eu não sei, mas acredito que sendo filho da bruxa Sara ela terá o dom de entender o misticismo, e quem sabe poderá me compreender sem me julgar. Tenho vontade de voltar lá e me deitar ao lado dela, mas devido ser arriscado demais eu não volto e me refúgio em minha casa mesmo. Não seria de bom trato ela acordar e me ver dormindo em sua cama, e o pior não conseguir me acordar, afinal Catarine não conhece a minha peculiaridade.
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