Carl tenta vir para cima de mim com, socos e eu desvio agarro Margo pelos cabelos e vejo a veia de seu pescoço pulsar, sangue quente e fresco da maneira que eu preciso.
— Solte a minha mulher, seu desgraçado!
— Oh, não pretendo fazer isso, não deixarei nenhum de vocês irem, esse matagal será o túmulo de vocês, já que a mata é alta, ninguém vai achar o corpo de vocês.
— Deixe a minha mulher ir, ela não fez nada, desconte a sua raiva em mim estranho.
Olho para o desespero de Carl, ele realmente ama a mulher que eu seguro pelos cabelos.
— Segundo você mesmo disse, ela ia ter t***o em ver você violar a jovem Catarine.
Quando escuta o nome de Catarine, a feição de Carl muda na hora ele vem para cima de mim mesmo vendo eu rendendo a mulher dele.
Sem pensar, eu agarro Margo pela cintura e cravo as minhas presas em seu pescoço.
Quando Carl eve eu me alimentando da mulher dele entra em choque e não consegue se mexer.
Sugo até a última gota de sangue daquela que explorou por uma vida a pobre Catarine.
Jogo com força o corpo de Margo para o meio do matagal, e me aproximo de Carl.
— Você matou a minha mulher por conta de uma v***a ladra, que não vale apena, como você pode ser tão cego? Aliás, o quê é você?
— Vou responder a sua primeira pergunta, eu não sou cego, eu vejo o esforço de uma jovem para manter dois abusadores vagabundos, ela é um poço de virtude, os vadios são vocês! Para a sua segunda pergunta a reposta é simples, eu sou um vampiro e da mesma forma que suguei o sangue da sua mulher eu vou sugar o seu até o fim.
Ele tenta correr de mim, mas cai e eu o levanto pela cabeça e cravo as presas em seu pescoço.
— Lystat?!
Escuto alguém sussurrar o meu nome e o barulho de algo caindo ao chão, termino de sugar todo o sangue de Carl, jogo o corpo para o meio da mata junto ao de Margo, e me volto para de onde veio o barulho.
Vejo Catarine desmaiada ao chão, ela me descobriu, merda!
Pego ela em meus braços e não cogito em apagar a sua memória por ser filha de bruxa ela conseguiu bloquear a sua mente.
Bom não importa isso agora, tenho que salvar a vida dessa garota teimosa.
Corro em alta velocidade com ela em meus braços, chego a casa de Jorge e entro com ela pela janela, e a coloco na cama.
Jorge entra no quarto para trocar os curativos dela e eu menciono que Catarine, me contou sobre a conversa com o credor.
— Ossos do ofício Lystat se eu não pagar eu perco meu comércio e até mesmo essa casa que já está paga.
Retiro uma grande quantia dos bolsos e entrego para Jorge.
— Acha que essa quantia é o suficiente?
Jorge conta o dinheiro e afirma que sim que é mais que o suficiente.
— Mas por que está me ajudando Lystat?
— Alguém ficaria muito triste se você perdesse o seu comércio e a casa, eu estou fazendo essa bondade por ela, e por você que a salvou da garra daqueles dois malditos.
Jorge me agradece e eu digo que voltarei a ver a Catarine amanhã.
— Se precisar de mim, pode me encontrar por volta das oito da noite em frente ao portão de minha casa, não adianta me procurar de dia, você não irá me achar, eu sou um homem de negócios.
Beijo por vontade os lábios de Catarine e me despeço de Jorge.
Conclui a vingança, Catarine agora está livre de seu padrasto e madrasta, abusadores, não sei se ela cogitará mudar para a minha casa depois do que ela viu, mas isso não importa para mim, agora eu quero que mesmo que ela não queira me ver nunca mais que ela fique bem.
Não consigo esquecer as palavras dela de que dinheiro não compra amor, mas me pediu a vingança, fiquei confuso, por que ela me beijo tão ardentemente nos lábios?
Será que foi a forma que ela encontrou para demonstrar-me gratidão há um ser tão ingrato como eu, que acreditava que ela me traia com o Théo. Não posso me culpar, o rapaz gosta dela, está escrito em seu olhar, ela some por três dias e não me dá notícias, nem dela e nem da reforma no orfanato.
Bato em meu rosto, eu fui um e******o, enquanto eu achava que ela me traia a confiança, ela estava impossibilitada de me ver, pois foi agredida pelos seus malditos padrastos abusadores.
Eu nunca direi isso para ela, pois conhecendo seu gênio forte ela nunca irá me perdoar, deixarei essa suspeita infundada guardada comigo para sempre e procurarei esquecer, que um dia eu pensei dessa forma tão ordinária.
Lembro do nosso beijo, como eu queria que um beijo, fosse o suficiente para acabar com a maldição, eu gostei do beijo de sentir os lábios macios de Catarine Corbins.
Será que ela me beijaria de novo, já que descobriu quem eu sou na realidade?
Por que ela me seguiu?
São perguntas que eu vou, só terei a resposta da própria Catarine.
Toco meus lábios e sinto ainda a maciez dos lábios dela.
Sinto minha pela queimar, pela primeira vez passei da hora de estar em casa, corro com uma velocidade que nunca corri antes na vida, não quero morrer antes do prazo que a bruxa me deu, eu quero, conhecer um pouco mais de Catarine Corbins e seus mistérios, entro em casa quase derrubando a porta quando a fecho corro para o meu refúgio e me deito na cama improvisada, fecho os olhos e adormeço.
Como contei para vocês, vampiros sonham e desta vez eu sonhei com os beijos de Catarine, sonhei conosco andando em uma linda floresta juntos e felizes.
Será esse sonho uma premonição do que está para acontecer?
Não sei mais esse sonho que me acompanhou por todo o dia me intrigou.