Capítulo 25

1183 Words
Bianca Santoro, Chegamos ao clube pouco depois das dez da noite. A atmosfera era carregada de mistério, e as luzes fracas davam ao lugar um ar de exclusividade e provocação. Era um daqueles clubes onde os ricos e poderosos faziam o que queriam, sem medo de serem vistos ou julgados. Tudo era permitido desde que você soubesse jogar o jogo. Aléssio entrou primeiro, com sua máscara prateada cobrindo parte do rosto, e eu o segui de perto. Minha máscara dourada reluzia com as luzes piscantes do salão, e o vestido preto que ele me mandou usar parecia se encaixar perfeitamente naquela atmosfera de luxúria e poder. Os olhares caíam sobre nós, mas eu tentava não prestar atenção. Assim que entramos, fomos recebidos por Henry, que estava encostado no balcão do bar, com um sorriso provocador no rosto. Ele usava uma máscara n***a, e seu olhar lascivo já me deixava desconfortável. Eu sabia que ele era perigoso, e sabia que essa noite não seria fácil. Mas eu estava ali com um propósito, e precisava confiar em Aléssio como ele me pediu. — Finalmente, o homem do momento. — disse Henry, aproximando-se de Aléssio e me dando um olhar demorado. — E quem é essa bela companhia? — Essa é Bianca. — respondeu Aléssio, sem hesitar. — Uma amiga próxima. Eu forcei um sorriso, sem dizer nada. O olhar de Henry era invasivo, como se estivesse me analisando de cima a baixo, imaginando coisas que preferia não saber. — Amiga, hein? — Henry riu, pegando duas taças de champanhe do garçom que passava e entregando uma a Aléssio. — Gostaria de brindar a essa noite, a nossa parceria, e a sua bela companhia. Peguei a taça de champanhe que ele me ofereceu, e o brinde foi feito. Senti o líquido frio descer pela garganta, mas minha mente estava alerta, pronta para o que quer que viesse a seguir. Era apenas o começo do jogo, e eu sabia que ele estava apenas começando a nos testar. Conversamos por alguns minutos. Henry era falante, e claramente gostava de se exibir. Ele falava de suas posses, de seus contatos, e ocasionalmente deixava escapar algum comentário provocativo em relação a mim e a Aléssio. Eu o ignorava, mas sentia o olhar de Aléssio sobre mim, me estudando, verificando se eu estava reagindo conforme o esperado. As coisas começaram a esquentar quando Henry, já um pouco mais relaxado depois de algumas taças de champanhe, começou a nos observar com mais atenção. Ele não era burro, e sabia que estávamos ali para algo mais do que apenas um encontro casual. Aléssio percebeu o momento e fez seu primeiro movimento. Sua mão escorregou para minha perna, começando do joelho e subindo lentamente até a coxa. Eu me segurei para não reagir de imediato, tentando manter a calma enquanto sentia os dedos dele se apertarem contra minha pele. Foi um toque firme, mas controlado. Henry observava tudo com um sorriso malicioso, claramente satisfeito com o que via. Ele inclinou-se para frente, apoiando os cotovelos no balcão, e eu sabia que ele estava completamente fisgado. Ele adorava ver esse tipo de interação. Era o seu fetiche, e nós estávamos jogando exatamente o que ele queria. Como sei de tudo isso? Bom, Aléssio praticamente me deu uma boa aula no caminho. Me disse tudo sobre o que eu deveria saber sobre Henry. De repente, me senti tomada por um impulso inesperado. Algo dentro de mim queria ir além, queria ver até onde eu poderia levar aquilo. Eu me inclinei para frente, aproximando minha boca do ouvido de Aléssio, e sussurrei algo provocante. — Você gosta disso, não é? — murmurei, deixando meus lábios roçarem de leve sua orelha. Ele ficou tenso por um segundo, claramente surpreso pelo meu movimento. Isso não estava nos planos. Mas, ao invés de me afastar, ele entrou no jogo, mantendo a mão firme em minha perna e respondendo num tom baixo. — Isso faz parte do plano, Bianca. — disse ele, com a voz rouca, mas firme. — Ou está querendo me provocar de verdade? Henry nos observava atentamente, e seu sorriso cresceu ainda mais. Ele estava adorando o que via, embora não soubesse o que estávamos sussurrando um para o outro. Antes que eu pudesse responder Aléssio, Henry replicou: — Por que não levamos isso para um lugar mais... privado? — sugeriu ele, sua voz carregada de malícia. — Eu pago bem para ver vocês dois se divertirem. Era o momento perfeito para que o plano corresse conforme o esperado. Tudo estava indo conforme o que Aléssio tinha previsto. Henry estava totalmente distraído, exatamente onde queríamos que ele estivesse. — Feito. — Aléssio respondeu, sem hesitar. Ele sabia que não podia demonstrar dúvida. Eu continuei no jogo, tentando não deixar transparecer o nervosismo que começava a crescer dentro de mim. Subimos até um dos quartos privados do clube, um lugar que Henry mantinha para "entretenimento especial". O quarto era grande, com iluminação suave, e no centro havia uma poltrona confortável. Henry nos convidou a nos sentar, enquanto ele se posicionava em uma cadeira ao fundo, os olhos fixos em nós. Sentei-me na poltrona no centro do quarto, tentando não pensar demais na situação em que me encontrava. Aléssio estava de pé ao meu lado, e eu conseguia sentir um calor naquele ambiente. Era o momento em que precisaríamos encenar nossa relação, e, ao mesmo tempo, manter Henry distraído. Aléssio se aproximou, seus dedos deslizando suavemente pelo meu braço, até minha mão. Ele se abaixou, os olhos fixos nos meus, e lentamente inclinou-se para me beijar. Seus lábios tocaram os meus de maneira suave no início, mas a intensidade foi aumentando conforme a encenação prosseguia. Era para ser apenas um show, uma distração para Henry, mas algo estava mudando. Eu sentia meu corpo responder ao toque de Aléssio, algo que não esperava. Seu toque era firme, seguro, e aos poucos eu me via cada vez mais envolvida, esquecendo que aquilo deveria ser apenas um plano. A mão dele deslizou pela minha cintura, e ele me puxou para mais perto, enquanto nossos lábios se moviam em uma sincronia perfeita. Henry observava de perto, completamente imerso na cena, como se estivesse assistindo a um espetáculo feito para ele. Mas eu m*l conseguia me concentrar nele, porque agora tudo o que eu sentia era Aléssio. Seu toque, seu cheiro, sua presença tão próxima da minha. Ele me puxou para o colo dele, nossos corpos agora completamente juntos, e eu sabia que, naquele momento, a encenação tinha se transformado em algo real. Nós estávamos envolvidos de verdade, e por mais que isso não estivesse nos planos, era impossível negar. Aléssio sabia exatamente o que estava fazendo, cada movimento era calculado para manter Henry distraído, mas ao mesmo tempo, ele estava totalmente entregue àquele momento. Eu podia sentir o calor dele, a respiração acelerada, e a forma como ele me segurava deixava claro que aquilo não era apenas uma farsa. Nosso beijo se intensificou, e o mundo ao redor parecia desaparecer. Não havia mais Henry, nem plano, nem drogas para recuperar. Havia apenas nós dois.
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