Capítulo 26

1067 Words
Bianca Santoro, Ainda sentada no colo de Aléssio, tudo ao meu redor parecia ter desaparecido. Sua presença era esmagadora, e eu podia sentir cada movimento dele, cada toque firme e controlado. As mãos dele invadiram o meu vestido, descendo lentamente pela minha pele até pararem na borda da minha calcinha. Meu coração batia descontrolado, e minha respiração estava pesada, ofegante. Eu sabia que isso era parte do plano, mas, ao mesmo tempo, não conseguia mais distinguir o que era real e o que era encenação. Os dedos dele deslizaram suavemente por cima do tecido, provocando-me de maneira calculada, quase c***l. Meu corpo reagiu instantaneamente, cada músculo tenso, a pele formigando de excitação. Eu tentei manter o controle, mas ele parecia saber exatamente como me desestabilizar. — R-romano... — murmurei, minha voz m*l saindo, um resmungo entrecortado pela sensação que ele provocava em mim. Eu estava completamente perdida, e mesmo que quisesse parar, meu corpo não respondia. Tudo o que eu queria naquele momento era ele. Queria ele dentro de mim. Aléssio não respondeu. Ele apenas intensificou o toque, pressionando os dedos mais firmemente sobre a fina camada de tecido que nos separava. Minha i********e latejava em resposta, e era como se cada movimento dele me puxasse ainda mais fundo para essa espiral de desejo. Eu sabia que isso tinha ultrapassado qualquer limite que havíamos estabelecido. De repente, ele me beijou de novo, dessa vez com mais intensidade. Sua língua invadiu minha boca, saborosa, quente, como se ele estivesse me dominando completamente. Eu não resisti, apenas cedi, deixando que ele me guiasse. O calor entre nós era quente, e o quarto parecia se encher de uma tensão elétrica, algo que eu nunca tinha experimentado antes. Eu me agarrei a ele, minhas mãos deslizando por seus ombros, até cravarem-se em seu pescoço. A sensação de tê-lo tão próximo, tão entregue, era inebriante. E, ao mesmo tempo, minha mente gritava para que eu parasse, que aquilo já tinha ido longe demais. Mas a verdade era que eu não queria parar. — Aléssio... — sussurrei de novo, dessa vez mais suave, quase suplicante. Minha boca estava entreaberta, e o ar que entrava parecia insuficiente para acalmar a tempestade que se formava dentro de mim. Ele se afastou por um segundo, os olhos cravados nos meus, intensos, como se tentasse entender o que estava acontecendo entre nós. — Você está bem? — ele perguntou, sua voz rouca, carregada de desejo, mas ainda com um tom de cuidado que eu não esperava ouvir. Assenti lentamente, sem conseguir encontrar as palavras certas. Eu estava bem, mas ao mesmo tempo, estava completamente fora de controle. Ele precisava saber disso, mas eu não conseguia dizer. Ele sorriu de canto, como se soubesse exatamente o que eu estava pensando, e voltou a me beijar. Dessa vez, o beijo era mais lento, mas tão profundo quanto antes. A mão dele ainda estava entre minhas pernas, e a cada movimento, eu sentia uma nova onda de calor percorrer meu corpo. Henry ainda estava no quarto, mas, por algum motivo, ele parecia ter desaparecido para mim. Era como se não houvesse mais ninguém ali, apenas Aléssio e eu. Seu toque me controlava, e o jeito como ele me puxava para mais perto deixava claro que ele também estava tão envolvido quanto eu. — Bianca... — ele sussurrou meu nome, a voz dele enviando um arrepio pela minha espinha. — Me pare, porque se não me parar, vou ter que te f***r aqui mesmo. Eu não sabia mais o que estava acontecendo, nem o que falar, mas o calor entre nós era inegável. Ele estava tão próximo, tão real. De repente, ele se afastou, puxando-se um pouco para trás, e eu senti o frio do quarto envolver meu corpo. A ausência do toque dele foi um choque, quase doloroso. — Precisamos nos controlar. — disse ele, a voz mais firme agora, mas ainda rouca de desejo. — Não podemos perder o foco. — sussurrou baixinho. Eu sabia que ele estava certo, mas parte de mim queria protestar. Meu corpo ainda estava em chamas, e a forma como ele me tocava, como me beijava, fazia parecer impossível voltar ao estado neutro de antes. Eu me sentia exposta, vulnerável, e ao mesmo tempo completamente atraída por ele. Levantei-me devagar do colo dele, tentando recompor minha postura, mas as pernas tremiam ligeiramente, traindo meu verdadeiro estado. Eu olhei para ele, e por um momento, achei que veria o mesmo controle que ele sempre exibia. Mas não. Ele estava tão perdido quanto eu. — Isso não estava nos planos, — sussurrei, tentando encontrar alguma lógica no meio daquela confusão. Ele riu baixinho, um som rouco e profundo, e balançou a cabeça. — Não, definitivamente não estava. — respondeu ele, os olhos ainda intensos em mim. Por mais que tentássemos manter a situação sob controle, estava claro que algo tinha mudado entre nós. Henry, que até então tinha ficado em silêncio, finalmente se moveu no canto do quarto. Ele estava sorrindo, completamente satisfeito com o que viu. — Vocês foram perfeitos. — disse ele, aplaudindo levemente. — Devo dizer, vocês me surpreenderam. havia um fogo, algo que me excitou profundamente. Me virei para ele, finalmente me lembrando de que não estávamos sozinhos. Minha mente estava uma bagunça, mas eu precisava manter a calma. Precisava agir como se nada tivesse mudado. — Acho que nosso trabalho aqui está feito. — disse Aléssio, levantando-se da poltrona com elegância, como se nada tivesse acontecido. Ele estava de volta ao controle, como sempre. — Claro, claro. — respondeu Henry, ainda com aquele sorriso provocador no rosto. — Foi um prazer. E claro, o pagamento está garantido. — Obrigado — Aléssio apertou a mão dele, enquanto Henry me olhava com brilho nos olhos. Aléssio balbuciou baixinho para que eu saísse do quarto e esperasse do lado de fora. Fiz o que ele pediu, inquieta. De repente, escutei um tiro abafado, o som me fez congelar no lugar. Tentei entender o que tinha acontecido, mas antes que pudesse fazer algo, Aléssio saiu do quarto. Seu rosto estava sério, mas ele não me disse nada. Pegou minha mão firmemente e me puxou para fora. Nos encontramos com alguns homens no corredor, e um deles disse que deu tudo certo. Aléssio abriu a porta de um carro e Don Rick entregou as chaves, dizendo que iríamos para uma casa de praia afastada da cidade.
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