Lara Amir me observa. Monitora cada ação. Como se isso me desse o direito de escolher. Mas já posso ver o quanto ele me quer. Como o jeans apertava a sua virilha. Quase ao ponto de rachar o tecido. Ele é gigantesco em tamanho. Eu me lembro disso. Parafuso de metal fundido em vez de carne. Pesado e ameaçador. E também atraente. Atrai-me como uma mariposa. Isso me assusta e dá vontade de tocá-lo. Talvez seja esse o ponto: você não consegue esquecer o primeiro homem, aquele que tirou de você a sua inocência? Ou não é esse o caso? A boca se enche de saliva. Lancei um último olhar tímido para Amir. Definitivamente estou pedindo permissão. Mas, o seu rosto não expressa quase nada. Severo. Sombrio. Desfigurado por uma cicatriz que não parece mais assustadora. Ela é parte disto. Um pedaço do m

