Amir. 14 anos. — Amir, aqui! Anton grita, e eu corro na direção onde os meus amigos já desapareceram. — Largue a mercadoria! Um policial ruge. — Largue! A adrenalina no sangue excedeu há muito todos os níveis aceitáveis. O pulso está batendo forte na minha cabeça. A máquina de respiração desistiu há muito tempo, mas o policial não fica muito atrás. Ele está se aproximando, aquele bastardo! — Amir! –Não consigo mais distinguir qual dos meus amigos está me chamando. Fo*da-se! Eu não vou para a cadeia. Não vou desistir enquanto estiver vivo. Eu quero cuspir os meus pulmões. Sempre fui atlético, para ser sincero, mas a maratona era muito mais fácil. Sim, e a estu*pidez me atingiu com força. Só há uma vantagem nisso: você pode esquecer de si mesmo. Imagine que me sinto bem. Que o meu pei

