A CHEGADA DO COLECIONADOR

1631 Words

Quando a arte deseja o que já pertence a outro POSITANO LORENZO VALLI Positano tem uma mania de enganar o tempo. As ruas estreitas fazem a gente andar mais devagar do que anda nas cidades grandes. As casas empilhadas na encosta obrigam o olhar a fazer escalas. O mar, no entanto, não tem pressa nenhuma: ele fica ali, repetindo uma mesma frase em línguas de espuma. É impossível chegar e não querer ficar. Estou na varanda do hotel, e o café ainda esquenta os dedos no copo. Vejo gente carregando sacolas coloridas, um cachorro que decide que a rua é toda dele, um casal que discute baixinho para não espantar o dia. Aprendi a amar essas pequenas distrações: elas dizem mais sobre uma cidade do que qualquer mapa. Não vim ao acaso. Já tinha lido o nome que importa aqui — um nome que desperta r

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