Quando a escolha pesa mais que o punho FERNANDO MORELLI BASTIANI As vozes começaram a ecoar de todos os lados — gritos de guerra, ordens rápidas, o som dos nossos homens misturado ao dos de Allan. Não havia tempo para pensar no passado ou no que isso significava. Naquela madrugada, só havia um objetivo: retomar as ruas. Um dos meus passou correndo por mim, o rosto coberto de sangue. — Chefe, o sul da cidade tá caindo! Eles têm reforço vindo pelo porto! O porto… se eles tomassem o porto, acabaria. Era ali que controlávamos entrada e saída de qualquer coisa em Positano. — Mantenham o centro! — ordenei, desviando para a rota do porto. O caminho foi o pior de todos. Eles sabiam que iríamos para lá. Cada esquina tinha barricadas improvisadas, cada telhado, atiradores. O primeiro tiro

