Quando a maré invade até a ilha DOMÊNICO VILELLA E é aqui que a raiva muda de temperatura. Alinne não é quadro de rua. Não é vitrine. Não é peça a ser editada por homem vaidoso. O mundo lá fora chama ela de Bellerose e se ajoelha; a gente chama de Gusmão e protege. Eu me vejo, por um piscar, empurrando o Lorenzo contra a parede fria de pedra, o braço no pescoço dele, a voz baixa no ouvido: “joia, não; mulher. Minha rainha. Tenta tocar e você não aprende — apaga”. O pensamento passa como relâmpago. Volto ao presente. Ele segue, agora com passo mais solto, como se tivesse entendido o mapa: restaurante, padaria, vinho, joias, arte, praça. Em menos de uma hora ele decifrou que o coração da cidade bate em ciclos — comida, devoção, beleza. E um homem que lê cidades rápido assim lê pessoas m

