Quando o mar pede silêncio, mas o corpo pede fogo FERNANDO MORELLI BASTIANI O nome Gusmão ecoa dentro de mim como golpe de sino. É como se a sombra de Allan, o irmão dela, atravessasse de novo as paredes da minha vida. O passado insiste em se enfiar no presente — e agora com um rosto novo. — Quer que eu limpe? — Domênico pergunta sem rodeios. Se fosse outro dia, eu diria sim. Mas hoje não. Não quando ela ainda respira frágil lá em cima. Não quando a cidade inteira precisa ser lida antes de ser cortada. — Não. — Minha resposta é firme. — Informação primeiro. Quero saber quem mandou ele, quem está por trás. Se for só ele, a gente apaga. Se for mais, a gente precisa cortar a raiz. Domênico assente, sem surpresa. Ele conhece meu método. A Rosa n***a não se move por impulso — se move por

