Capítulo 45

1094 Words
Nilufer ficou quieta, pensativa, logo se levantou. — E se ela fizer algo errado? E nós não conseguirmos impedir? — Não quero acreditar que seja possível, mas tem alguém atacando pessoas. — Não sei o que pensar, ela não se abre comigo, é muito difícil. Ele se levantou, a acariciou no rosto e no cabelo. — Ela estava aqui e, pelo jeito, veio sozinha. Não acho que queira ferir alguém. — Mesmo que não fale tudo abertamente, é a sua irmã e esse laço é mais forte do que pode imaginar. — Ela só precisa de tempo, cada um aceita isso de uma forma diferente. Sorriu, a puxando contra si pela cintura. — Não é todo mundo que tem a sua sorte, lobinha. — Se ontem fez tudo aquilo, na próxima então... — Eu não podia sequer imaginar que seria assim, foi muito intenso. Ela o abraçou, sorriu mudando os olhos, o provocando. — Do que exatamente está falando? Começou a beijar o pescoço. — Qual parte foi tão intensa? — Achei tudo tão… sei lá… comum. Ele estava ficando excittado, a puxou pelo cabelo fazendo parar. — Cuidadooooo… não quer que a gente perca a noção de tudo bem aqui, ou quer? — Não se satisfez depois da nossa noite juntos? Ela o tocou sutilmente, apertando sua i********e, sentindo que estava duro. — Não podemos fazer nada aqui, nem agora. — Eu só estou começando, demorei demais me guardando, preciso recuperar o tempo perdido. O beijou com provocação. Ele a agarrou, acariciando seu corpo todo. Era difícil se manter distante, os minutos pareciam segundos. Só foram parar quando Kaya abriu a porta do banheiro. Nilufer estava corada, com marcas pelo rosto, saiu para a porta do quarto. — Já estou indo. Rindo, ele foi sentar na cama, escondendo a ereção com o travesseiro. Ficou ouvindo o que elas falavam de longe. Kaya disse que não queria voltar para a fazenda. Nilufer estava decidindo por ela o que iriam fazer, começou a falar que o Rick ia ajudar, instruindo, e que à noite tudo ficaria melhor, longe de tudo e todos. Kaya estava enrolada na toalha, olhando para a irmã, perguntou como foi. Nilufer sorriu animada. — Ahhh, pra ser sincera, foi perfeito. — Não começa a bancar a irmã mais velha, tá? Ou eu não conto. — Já estamos juntos há um tempinho, né? O Rick estava com medo de ir adiante e estragar as coisas. — Sabe? Se relacionar… bom, quando isso acontece no nosso estado, com a lua cheia, é diferente, o laço e conexão. Começou a ficar emotiva. — Não tem explicação, é uma coisa muito louca e linda que a gente só sente. — Quando ele me teve como sua, o mundo parou, éramos só nós e o que sentíamos, fazíamos. — Não me olhe assim, é real, estávamos predestinados. — Gosto tanto dele, admiro, confio, estou apaixonada de uma forma genuína. Kaya ficou séria, incomodada. — Em tão pouco tempo? Não acha que pode estar se confundindo? — É que… não tô duvidando, ok? Mas meu pai disse que nem tudo pode ser o que parece. — Eu vi coisas do passado… Nilufer, a gente não sabe em quem confiar. Nilufer se aproximou chateada, com as roupas nas mãos. — Eu tô aqui falando sobre o que aconteceu comigo e você nem está prestando atenção. — Vai mesmo dar ouvidos ao seu papai? — Se você deixar a gente ajudar, vai entender, não tem que passar por tudo sozinha. Deu as roupas nas mãos dela e foi indo em direção à porta. — Eu tô do seu lado, brigando por você. Poxa, Kaya, quando vai deixar de ser tão egoísta? — Metade dos seus problemas agora vão embora, eu não sei mais o que fazer pra te ajudar. Saiu do quarto irritada. Kaya ficou se sentindo triste e confusa. Nada parecia que ia ser perfeito ou incrível com ela. Se trocou e ficou sentada pensando em um modo de parar aquilo, seus sentimentos estavam cada vez mais fortes, sufocantes e confusos. Rick estava pensando no que fazer para ajudar elas. Podia sentir tudo e nem entendia como ela podia ser tão problemática internamente, diferente da irmã. Nilufer foi limpar os cacos da janela, reclamando baixinho da irmã. Disse que era melhor deixar a mãe decidir o que iriam fazer, onde ficar. Ele encostou ao lado, olhando. — Virou uma mocinha obediente agora? — Não se esqueça que também está sob o efeito das mudanças, não deixe seu lado lebre te dominar. — Dá um tempo pra ela, tenha paciência. A mãe de vocês nunca vai entender. — Posso tentar falar com ela? Não tenho medo de levar uma mordida, também corro bem rápido se precisar. Nilufer sorriu cheia de admiração. Falou. — Ah, claro. Acha que estou sendo injusta? — Uma má irmã? Você não sabe o quanto ela é difícil… vamos lá, boa sorte. Foi na frente, bateu na porta. — Kaya, já se trocou? O Rick quer falar com você. Ela respondeu que sim. Nilufer abriu a porta e não entrou. Ele foi entrando, sorriu reparando nela. — Está melhor? Essa fase é sempre bem difícil, mais pra uns do que pra outros. Ela ficou séria, o encarando, balançou a cabeça que sim. Ele puxou a cadeira da mesinha do computador e sentou perto, ao lado da cama. — Não vim te pedir pra confiar em mim ou dizer que tem uma fórmula mágica, porque não tem. — Mas vim te oferecer ajuda, sem magia ou remédios. — Eu sempre tive total apoio em casa pra tudo, e isso me fez bem. — Nem posso imaginar o que seria de mim sem a minha família. Você não precisa passar por tudo sozinha. — Ainda é recente, depois vai melhorar. De alguma forma vai. Estar em contato consigo mesma, sem tantas influências, vai te fortalecer. — Também coleciono cicatrizes e uma energia que não cabe em mim. — Sou bom em tudo o que faço e isso não me basta, não é como querer, é só o meu jeito. — Podemos ir para o chalé hoje, dar um tempo da sua mãe. Lá é afastado da cidade, vai pelo menos não piorar seu estado emocional. — Isso já não é algo… bom? Ela estava cabisbaixa, olhando o chão. O olhou e sorriu sutilmente. — Evitar a minha mãe? É ótimo. — Não me parece muito opcional aceitar ou não o convite, já que a Nilufer quer que eu vá. — Desculpa por atrapalhar os planos de vocês.
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