CAROLINA Era logo cedo, o dia nem tinha raiado direito, e eu já tava com a Luíza a caminho do presídio. Ela tava quieta, mas dava pra ver que tava ansiosa pra caramba. Eu tentei deixar ela mais tranquila, falando besteira, contando piada, mas ela tava com a cabeça lá na frente, já imaginando como ia ser o encontro com o pai. Chegando lá, foi tudo tranquilo. O advogado tava junto, e ele ajudou a gente com toda a burocracia. A Luíza ficou um pouco assustada com o lugar, com aquela atmosfera pesada, mas eu segurei a mão dela e falei que tava tudo bem. — Vai dar certo, Luíza. Você vai ver — eu disse, tentando acalmar ela. Quando ela entrou pra ver o pai, foi por um vidro que os separava fisicamente. Eu fiquei do lado de fora, esperando, mas dava pra ver que eles tinham muita coisa p

