LUÍZA Chegou o dia do resultado do exame. Eu estava nervosa, mas também um pouco aliviada por ter Raquel ao meu lado. Ela ia comigo no médico e, depois, já ia embora com a mãe para outro país. Ia ser um dia e tanto, mas eu estava pronta. Pelo menos, é o que eu tentava me convencer. Depois da escola, me encontrei com Raquel na porta do consultório. Eu senti um aperto no coração ao ver que aquela seria uma das últimas vezes que a veria pessoalmente por um bom tempo, mas tentei não pensar nisso. A gente tinha uma missão mais importante naquele momento. — Já sabe o que quer fazer a respeito do bebê? — Raquel perguntou receosa. — Eu quero ele, eu não vou por para adoção. Eu não conseguiria viver sabendo que tenho um filho sendo criando por desconhecidos. Eu sei que não vai ser fácil, ma

