Malu Após algum tempo, ele para em frente a uma casa, que imagino ser dele. O lugar não tem nada demais, olhando assim, parece mais uma casa abandonada há muito tempo. Não é algo que me surpreenda, porque a maioria aqui é assim, especialmente se tratando de bandido, mas imaginei que tendo dinheiro como ele deve ter, seria algo mais apresentável. Desço da moto e ele faz o mesmo, deixando-a do lado de fora mesmo, até porque, quem se arriscaria a mexer com algo que pertence ao dono do morro? Só se for para acordar como a boca cheia de formiga. Ele vai andando em direção a porta e eu permaneço parada, sem conseguir dar um passo adiante, pensando: que merda deu em minha cabeça para eu ter aceitado vir com ele? Devia ter bosta nas bebidas que ingeri essa noite. — Vai ficar aí parada, pô? — Pa

