O silêncio dentro do carro não era desconfortável. Samael, com a expressão séria e os olhos fixos na estrada, segurava a mão de Amara o tempo todo. Amara olhou para ele de cima a baixo, seu marido era imponente, não precisaria nem falar para amedrontar pessoas. — Existe algo que você teme? Samael continuou olhando para frente, era uma pergunta simples, ele deu de ombros, tentando se desviar da questão. — Não tenho tempo para temer. — Sua resposta foi rápida, quase mecânica. Houve um silêncio entre eles, mas não o suficiente para desconfortá-los. Amara olhou para ele, tentando decifrar o que ele não estava dizendo. Ela olhou para a estrada, não se conformaria com uma resposta tão rasa como aquela. — Mas você sempre faz isso — Ela sussurrou, sem se virar. — Faço o quê? — Age como se

