Amara foi a primeira a abrir os olhos. Sentiu o peso dos braços de Samael ao seu redor, seu corpo grande e forte ainda a mantinha próxima. Ele dormia profundamente, mas sua expressão estava dura, como se nem dormindo ele conseguisse escapar de seus próprios demônios. Ela se mexeu devagar, tentando não acordá-lo. Precisava pensar, respirar um pouco longe daquela intensidade esmagadora. Assim que começou a sair de seus braços, ele se moveu, instintivamente a puxando de volta para si. — Não vai... — murmurou com a voz rouca e sonolenta. — Só mais um pouco... — Samael, eu só vou buscar um remédio para cuidar das suas mãos — ela respondeu baixinho, acariciando seu rosto com cuidado. Ele abriu os olhos, não resistiu ao carinho dela e soltou-a com relutância. Amara levantou e foi até o banhei

