4 - DESCONFIANÇA

1060 Words
*Pietro* Saiu do hospital com a pulga atrás da orelha, como o meu tio pode mandar assim nos policiais e os mesmos baixar a cabeça? Parando para pensar, ele sempre age assim, como se a lei não importasse para ele. Ele e o meu pai tem saído juntos todas as noites, na verdade, sempre foi assim, preciso descobrir o motivo... Como Mary está internada, e a tia vai ficar com ela, eu vou seguir os dois, hoje eu descubro o que esses dois escondem. Os sigo a uma certa distância, vejo que eles seguem para as docas, o que eles querem lá a esta hora? Eu paro o carro a uma certa distancia e sugo a pé, as escondidas, mesmo assim está muito longe, vou ter que ir mais perto, não estou conseguindo ver nada. Juan – Marco não fique assim, não é culpa sua. Marco – Eu sei que não, mas como aquele filho da p**a tem coragem de apontar uma arma para minha menina, ele perdeu a noção do perigo? – tio Marco passa as mãos no cabelo, mostrando está muito nervoso. – Esses filhos da p**a sabem que ela é minha filha? Quando eles começaram a pensar em crime eu já estava a anos com minha família, somos da máfia Italiana p***a, isso não tem mais peso não? Juan – Vamos descobrir quem foi Marco, é questão de tempo para seus homens encontra-los Marco – A mais vão mesmo, porque eu quero matar esse filho da p**a que ameaçou minha filha pessoalmente. Juan – As cargas chegaram, vãos conferir? Nesta é para ter 50 unidades de 38, 25 unidades de Pistola Glock 9mm, 30 unidades de Rifle Winchester 44 e 10 Colt 45. E 10 caixas de munição para cada arma. Eu fico paralisado com o que meu pai e meu tio estão falando, eu nunca imaginei que eles pertenciam a máfia italiana. Sinto algo encostar na minha cabeça, e uma voz a minhas costas: ???? – Nem pense em pegar sua arma, levante as mãos e me segue até as docas. – Fiz o que ele pediu, e quando chegamos nas docas ele diz - Olha o que encontrei bisbilhotando no lado de fora da doca. Tio Marco saca arma com uma agilidade, na hora que ele vai atirar me vê, baixa a arma e diz: Marco – Que p***a está fazendo aqui moleque, quase te matei. Juan – Pietro, o que está fazendo aqui filho? Pietro – Já faz um tempo que acho vocês dois e suas saídas noturnas estranhas, fiquei curioso e segui vocês hoje. Marco – Confesso que me surpreendeu, eu não percebi que estava sendo seguido, mas vamos ao que interessa, o que ouviu da nossa conversa? Pietro – Acredito que tudo, descobri que fazem parte da máfia italiana, e vendem armas. Marco – Esta proibido de contar para seus irmãos e para meus filhos. Sim eu sou o líder da máfia italiana no Brasil e seu pai meu conselheiro, as únicas que sabem são sua tia Bianca e sua mãe Bruna. Como escutou estamos trabalhando, já que está aqui, vamos trabalhar, me ajuda descarregar este container. Pietro – Eu ainda estou processando, como conseguiram esconder da gente por todo esse tempo? Juan – Confesso que foi muito difícil, ainda mais com você e a Maria, sempre foram os mais curiosos. – Os dois dão risadas. – Nos ajuda por hoje e esquece o que viu. Pietro – Não, eu quero aprender, e estar a par de tudo que está acontecendo na investigação da Maria, eu quero dar umas porradas no filho da p**a antes do tio matar ele. Juan – Esse é meu garoto. Marco – Se contar a alguém eu mesmo te dou a lição, não será seu pai. Pietro - Justo, mas tem a minha palavra. Marco – Ok garoto, mas não quero você nesse meio, quero manter minha filha segura de tudo isso, e como vocês não se desgrudam, melhor assim. Eu assento sim, e vou ajudar eles descarregar o container, eu nunca vi tantas armas juntas. Terminamos e fomos para casa, papai foi no meu carro e tio foi no dele. Quando cheguei tomei banho e deitei na minha cama, estava tão cansado, mas não conseguia prender os olhos, estava com muitas coisas na cabeça, meu pai, meu tio, minha namorada... Eu queria estar com ela neste momento, queria estar deitado de conchinha com ela, abraça-la com carinho, e enche-la de beijos, a amo desde sempre. Lembro que quando eu era criança sempre inventava alguma coisa para ficar na casa da tia Bianca, só pra ficar com a Mary, antes era aquele amor de irmão, mas com o tempo algo dentro de mim foi modificando, e aquele amor de crianças e tornou em atração, paixão e agora um amor louco e possesivo, não imagino minha vida sem ela, ela se tornou meu tudo. Quando vi aquelas imagens na TV, meu coração chegou a parar só de imaginar ela estar machucada, e assim pego no sono, pensando nela... Dormi demais e acabei perdendo a hora, mas assim que eu acordo corro tomar banho, preciso ver meu amor, ainda estou muito preocupado com ela. Quando chego no hospital, vejo que ela acordou e está bem graças a Deus, mas fiquei sabendo que houve um ataque durante a noite, no qual ela morreu por 4 minutos, como assim ela morreu? E ninguém me falou nada... eu fico bravo com isso e acabo brigando com a Bianca e o Marco. Pietro – Como a Mary sofre um ataque, morre por 4 minutos e ninguém me fala nada? E sou o namorado dela... Vocês não acham que gostaria de estar aqui com ela, por ela poxa. Marco – Tenha calma Prieto! Eu ia ligar para você agora cedo, mas você chegou antes. Bianca – Como ela ficou bem, eu achei melhor deixar você descansar. Pietro – Nunca mais façam isso, a Mary é muito importante para mim, e vamos nos casar. Marco – Oi? Como assim vão casar? Pietro – Já estamos namorando a muito tempo, por mim já estávamos casados, mas a Mary tem medo do senhor surtar. Marco – E porque não surtaria? Ela é minha menina! Bianca – Ela não é mais criança, ela já é uma mulher! Pietro – Não quero maus discutir, vou ver a minha namorada.
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