3 - MORTE

1125 Words
* Maria Clara * Acordo com muita dor de cabeça, tento me levantar, mas sinto mãos pequenas e gentis me segurando, ouço bem lá no fundo uma voz... acho que é da minha Mãe. Bianca - Filha não se mexa, faz muito tempo que está dormindo, fique quietinha que vou chamar um médico. Maria - Mamãe? Bianca - Sim meu amor, é a mamãe, não leva tá a cabeça tá meu amor! Maria - tá bom mãe, o que aconteceu? Bianca - Você não se lembra? Maria - Não! Onde eu estou? Bianca - Você passou por um trauma muito grande, e acabou desmaiando, fica aqui vou chamar o doutor. Aos poucos vou abrindo os olhos, e realmente estou no hospital, minha cabeça doe muito, sinto dor em toda parte do meu corpo, parece que fui atropelada por um caminhão. O Dr. entra logo atrás de mamãe. Dr Alfredo - Boa noite Maria, tudo bem? Maria - Não, estou sentindo muita dor no corpo e na cabeça. Dr. Alfredo - Isso é normal, é a forma que seu psicológico agiu para te proteger, vou dar um remédio e vai melhorar. Na verdade, você está bem, então assim que estiver melhor já assino sua alta, mas antes tem dois policiais que estão aguardando para tirar seu depoimento. Maria - Depoimento de que? Dr. Alfredo - Você não lembra o que aconteceu para você vir ao hospital? Maria - Não Dr. Alfredo - Deixa eu examinar melhor - eles fazem alguns exames básicos e diz, está tudo ok, o trauma foi grande, mas como é psicológico, não houve nenhum trauma na cabeça por exemplo, com o tempo a memória vai voltando. - Ele vira para a minha mãe e diz - acho melhor avisar os policiais, que talvez demore dias ou meses, para que a memória volte ao normal. Mamãe levante com a cabeça e diz. Bianca - Vou aguardar a enfermeira vir fazer a medicação e vou, não quero deixá-la sozinha. Dr. Alfredo - Ok, vou providenciar. Alguns minutos se passaram e uma enfermeira entra com a cabeça baixa, cumprimenta a mamãe, que sai para falar com os policiais, a enfermeira aplica o remédio com uma seringa, diretamente no soro, nem 2 minutos se passam e eu começo a sentir uma dor forte no peito, que irradia para o abdômen, minha cabeça falta explodir de tanto que doe, começa a me faltar o ar e ficou muita dificuldade em respirar, minha visão vai ficando turva, embaçada, sinto minha pele soar frio, os meu batimentos estão ficando, mais lento a cada segundo... *Bianca* Escuto os aparelhos apurarem no quarto da Bianca é tanto eu quanto os policiais saímos correndo para o quarto, ao longe eu vejo a enfermeira virando o corredor, andando amis rápido que o normal, então grito: Bianca - PEGA AQUELA ENFERMEIRA!!!! MÉDICO POR FAVOR MEDICO, TENTARAM MATAR MINHA FILHAAAAAA - entre lágrimas eu grito - POR FAVOR SALVE MINHA MENINA. Dr. Alfredo saiu correndo do quarto ao lado e correu para ajudar a Mary, eu só sabia chorar, eu tremia, estava com muito medo dela não resistir. Fui expulsa do quarto, entraram mais alguns enfermeiros e médicos. Bianca - Amor, amor vem pro hospital! Marco - O que aconteceu com a Maria? Bianca - Tentaram matar nossa filha, parece que injetaram um remédio que da parada cardíaca, e tem um monte de médicos e enfermeiros tentando salvar ela, eu não devia ter saído do quarto, eu não devia ter ido falar com os policiais e deixar ela sozinha com a enfermeira... Marco - Mas porque você foi falar com os policiais? - percebo que a voz até mudou, mesmo depois de tantos anos é um tormento falar com outro homem. Bianca - Nem começa, o Dr. pediu para que eu falasse com eles por causa da Maria, eu não ia imaginar uma coisa, estou desesperada amor vem logo. Marco - Eu já estou a caminho, está saindo das docas quando me ligou, em 5 minutos eu chego. Bianca - Tá bom amor, até daqui a pouco. Desligo o telefone e fico rezando para que Deus cuide da minha menina, ela não pode morrer, é tão nova, tem uma vida inteira pela frente! Marco - Oi amor eu cheguei - ele me abraça, me s um selinho, segura em meu rosto e faz carinho - Desculpa amor, eu não deveria ter agido que nem um ogro, e nossa menina? Já tem notícias? Bianca - Esquece isso amor, mas sobre nossa filha, nada de notícias ainda, já entraram e saíram daquela sala não sei quantas vezes, mas nada de notícias. Marco - Vai de tudo certo meu amor nossa menina é forte - ele me diz, ainda me abraçando. Algumas horas se passam e Dr. Alfredo sai do quarto. Dr. Alfredo - Bom dia, podemos dizer que Maria nasceu de novo. Ela teve 3 paradas cardíacas, na última veio a óbito por 4 minutos - Marco o corta. Marco - Como assim ela veio a óbito, minha filha morreu? Dr. Alfredo - Sim, ela morreu por 4 minutos, já estava assinando o atestado de óbito, quando ela acordou com seus olhos negros, olhando para nós e chamando a mãe. - Eu me abraço a Marco e choro de alívio, por ouvir que nossa menina está bem. Bianca - Podemos ir vê-la? Dr. Alfredo - Sim, mas ela está se recuperando ainda. Marco - Vai indo amor, eu vou em seguida, preciso conversar com o Dr. Eu falo sem som com a boca, para que só ele entenda vá com calma, ele me a uma piscada, eu entro no quarto, e minha menina está sentada, me olha como se nas tivesse acontecido. Maria - Estou com fome. - Eu sorrio pra ela. Bianca - Meu dragãozinho está bem então - Ela sorri de volta. Maria - que horas são mãe? Bianca - 10 horas meu amor, porque? Maria - Pietro vem me visitar? Bianca - Não tenho dúvidas, não duvido que ele já não esteja na sala de espera. Maria - Não fala pra ele que eu morri, não quero ele preocupado. Bianca - Vai ser difícil esconder, ainda mais porque seu pai está lá fora, muito bravo... - ela coloca a mão na cabeça. Maria - Mãe você tem que ir lá fora, ele pode matar o Dr., você sabe que só você consegue controlar a fera dele. - n**o com a cabeça Bianca - Desta vez não meu amor, colocaram sua vida em perigo. - Ela fica tentando me convencer de ir ver seu pai. - Não adianta Maria, não vou sair, nem por um minuto do seu lado. - Ela bufa e cruza os braços... me lembra a menina com gênio forte que é.
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