2 - O CRIME

1312 Words
Algumas semanas antes... *Maria Clara* Maria – Amor, eu estou indo levar esses documentos para o Hudson, depois vou encontrar com Melissa, precisamos por as fofocas em dia – dou um selinho nele – te vejo mais tarde. Fui no escritório do nosso advogado, deixei a papelada do seguro dos funcionários para ele analisar, era caminho mesmo, então não me custava nada. Nós nunca fomos aqueles riquinhos chatos que tudo pedia para alguém fazer, a gente literalmente colocava a mão na massa. Cheguei na rua da cafeteria que ia encontrar com Melissa, acabei chegando 50 minutos antes, então resolvo dar uma voltinha nas lojas próximo da cafeteria, vejo uns caras saírem correndo do banco xyz, eu me escondo atrás de um carro, mas um deles me veem, e começam a atirar em minha direção, eu consigo ver perfeitamente o rosto deles, então um deles grita: 1 Assaltante – Temos que apagar ela, ela viu nosso rosto 2 Assaltante – Vai os policiais estão chegando Nesse momento chegou os carros das policias, começa uma troca de tiros, e um deles tentam vir para o meu lado, eu começo a rezar e peço a Deus para não morrer naquele tiroteio, vejo dois policias levarem uns 10 tiros cada um, eles estavam vindo ao meu encontro, para me proteger, o bandido ainda estava tentando chegar até mim, no caminho ele levou dois tiros, um na perna e outro no braço que segurava a arma, um dos caras que estavam com eles saem em direção a um carro que apareceu do nada, o carro para próximo e um deles grita: Assaltante - Pula logo pra dentro - eu conheço aquela voz, é do Luiz Henrique, filho do dono da rede de supermercados Power, “p**a MERDA”, ele olha pra mim, faz uma arma com a mão e grita pouuuuu, saem com o carro cantando pneu. Só aí solto a respiração que nem sabia que estava segurando, e começo a chorar compulsivamente, os policiais vieram até mim, mas eu não conseguia falar, apenas chorava, falei gaguejando apenas meu nome e no mesmo momento um deles ligou diretamente para meu pai, que em minutos já estava me abraçando e beijando minha cabeça, e estava chorando ainda, e tremia muito... Nem sei a quanto tempo estava ali. Maria – Papai foi horrível, - respirava fundo – el... eles... mo.rre.ram... morreram na na mi.nha... fren.te, papai. – Falo gaguejando entre lagrimas. Marco – Mi amore, não chore, papai está aqui, não vou deixar nada acontecer com você. Maria – Eles me vi.ram... vão vir atras de mim – falo entre choro, papai fica tenso e fecha a cara, mas tenta me distrair Marco – Eu não vou deixar que cheguem até você, pode ficar tranquila mia amore. Pietro chega logo em seguida, eu saio dos braços do meu pai e corro para ele, que me recebe com um abraço carinhoso, papai fecha a cara na hora, mas não diz nada, vai até os policiais, para ver o que aconteceria agora. Pietro – O que aconteceu meu amor, na hora que vi o noticiário, lembrei que viria no café e vim correndo, para saber se estava bem! – ele me diz beijando minha cabeça, e eu só sabia chorar, mas meu nervoso era tão grande que comecei a me sentir leve, comecei a perder as forças... Maria – Amor, acho que vou... Isso mesmo, eu apaguei, desmaiei nos braços de Pietro. *Pietro* Assim que Maria saiu, eu fui para a minha sala, liguei o noticiário, e fiquei revisando alguns relatórios, até que começa um noticiário de urgência. Jornalista – Estamos agora na Avenida Nove de Julho, próximo ao shopping Paineiras, acabou de ter um roubo no banco xyz, onde houve trocas de tiros, os bandidos conseguiram fugir, pelas informações levantadas 3 deles ficaram feridos, e os policiais 2 morreram, e 5 estão feridos. Um minuto... acabei de receber uma informação... tinha uma civil no meio do tiroteio, será que ela conseguiu reconhecer algum dos bandidos, estamos aguardando por mais informações. Tento ligar para a Maria, mas ela não atende, continuo tentando sem tirar os olhos da Tv, até que há vejo chorando, conversando com um policial, meu coração aperta na hora, meu anjo... Saiu correndo, nem desligo nada, preciso ir ver se ela está bem. Quando chego vejo ela nos braços do pai, e me sinto aliviado, lá está bem, pelo menos fisicamente sim. Assim que ela me vê, corre para meus braços, vejo que o pai dela não gosta muito, ele não gosta muito do nosso relacionamento, sente muito ciúmes das filhas e da tia Bianca. Tento entender o que aconteceu, e conto a ela como o que vi no noticiário. Pietro – O que aconteceu meu amor, na hora que vi o noticiário, lembrei que viria no café e vim correndo, para saber se estava bem! – ele me diz beijando minha cabeça, e eu só sabia chorar, mas meu nervoso era tão grande que comecei a me sentir leve, comecei a perder as forças... – Sinto ela gelada, está muito pálida também, quando ia perguntar se estava bem, ela tenta falar Maria – Amor, acho que vou... Fico desesperado, a pego no colo e vou até o Marco. Pietro – Tio Marco, a Maria desmaio, vamos para o hospital agora – falo desesperado. Tio arregala os olhos e já vai dando ordens para os policiais que atendem na mesma hora, achei esquisito, mas minha preocupação era para com a Maria neste momento. Marco – Vou levar minha filha para o hospital, quero uma patrulha de confiança 24hs por dia, até que ela tenha alta, quero que descubram, que é o filho da p**a que ameaçou minha filha, quero isso para ontem, ouviu bem! Policial – sim senhor, vamos segui-los Marco – Eu dirijo – eu acento e vamos para o carro dele. Chegando no hospital ela vai para dentro e não nos deixam entrar, ficamos andando de um lado para o outro preocupados. Marco – Como chegou tão rápido? Maria te ligou? Pietro – Não, vi no noticiário, eu sabia que ela estava perto do local, tinha ido se encontrar com Melissa. Marco – p**a merda, Bianca deve esta doida de preocupação, vou ligar pra ela, se o médico aparecer me chama. Pietro – Pode deixar. Alguns minutos depois o médico aparece, acompanhante de Maria Clara Moretti Pietro – Eu, mas só um minuto, vou chamar o pai dela Marco – Sim amor estamos no hospital, sim amor ela desmaiou... Pietro – Desculpe tio, mas o dr. nos chamou Marco – Preciso desligar amor, vou falar com o dr., depois te ligo, beijo, te amo. Dr. - Ela está em choque devido ao que presenciou, ela já acordou, mas achamos melhor dar um calmante para ela, pois a mesma estava muito agitada. Recomendo ficar aqui por esta noite, ela pode ficar com um acompanhante. Pietro – Podemos ver ela? Marco – Vou pedir para a mãe dela ficar. Pietro – Eu fico tio Marco – Você é homem, precisa de acompanhante mulher Dr. – Na verdade o quarto é apenas dela, então tanto faz o sexo do acompanhante – neste momento o tio Marco dá um olhar ameaçador para o dr, que engole em seco. Marco – Não discuta comigo garoto, a Bianca já deve estar chegando Eu não gosto, mas sei que a tia vai querer ficar com a Maria, então aceito sem reclamar. O dr. permite que nós dois vamos ver como ela está. Nem ligo para a presença do tio, estou muito preocupado com meu anjo, vou até ela e começo a cochichar em seu ouvido. Pietro – Amor eu estou aqui tá, não vou poder passar a noite com você, mas saiba que estará em meu coração e pensamentos, acorda logo meu anjo, estaremos aqui para cuidar de você... Eu Te Amo.
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