Reencontro

1147 Words
Fazia dois meses que Regina havia chego em Manhattan e um mês que descobriu o paradeiro de Emma. Manhattan Psychiatric Center, esse era o nome do hospital em que ela estava internada há exatos 30 dias. Ela havia se mudado para essa cidade na intenção de reencontrá-la e viver o que há séculos atrás não lhes foram permitido. Como ela sabia disso? Sua mãe Cora era espírita e quando estava grávida, lhe foi revelado que sua filha estava destinada a viver com a sua alma gêmea do século XIX. Quando ela nasceu e alcançou a idade para entender, flashes invadiam sua mente, mas, do contrário ao que aconteceu com Emma, sua mãe entendia e estava preparada para ajudá-la e orientá-la. Elas passaram anos trabalhando nisso e apenas com flashes, Regina se apaixonou novamente pela mulher que o destino mais uma vez preparou para ser sua. Ela sabia o que fazia antes, sabia como era sua vida, sabia como se conheceram, se apaixonaram e como acabou. Foram tempos e tempos até descobrir onde ela morava e quando descobriu, não tardou em ir atrás. Sua mente trabalhava em como se aproximariam e quando a oportunidade surgiu, agarrou para não soltar mais. Na próxima semana ela começaria a trabalhar no mesmo hospital em que a outra estava internada, seus anos estudando para se tornar médica finalmente se mostrou algo de grande valor. Não que antes fosse insignificante, ela era uma ótima médica, conhecida por lidar com casos e pacientes complicados, mas dessa vez se tratava do amor da sua vida, esse amor que não puderam viver no passado. Vários médicos tinham desistido de cuidar do caso de Emma, até os melhores diziam que ela era impossível, se tornava cada vez mais agressiva pois não tinha como eles acreditarem em tamanhas bobagens que saíam de sua boca. Quando ela foi contratada para cuidar do caso dela, muitos especularam esse interesse e outros admiraram a coragem e desejaram boa sorte. Aos que especularam, ela simplesmente ignorou. Em sua busca pela internet, descobriu o motivo da internação, motivo esse que a deixou radiante. O destino era realmente muito bom com ela. °°° - Bem vinda ao meu hospital, Regina Mills! - Disse o diretor do Manhattan Psychiatric Center com um sorriso no rosto. Ele estava feliz por ganhar mais uma boa médica em sua equipe, ainda mais com a fama que ela tinha. Regina não estava diferente, finalmente ela começaria a trabalhar naquele lugar e poderia se aproximar da sua alma gêmea. - Espero que se sinta à vontade trabalhando aqui e, se caso tiver algum problema com a paciente Emma Swan, é só me contatar. O único problema que ela via naquele lugar eram as pessoas que não procuravam entender o que Emma dizia, especialmente o diretor, que falou dela como se fosse um ser de outro mundo. Ela engoliu esse pensamento e abriu um pequeno sorriso, não demorando muito para responder. - Com certeza me sentirei, não se preocupe, estou confiante de que não terei problemas com ela. Já lidei com casos muito mais complicados. - Se está dizendo... Bom, amanhã será seu primeiro dia. Boa sorte! Com apenas um aceno de cabeça, ela saiu da sala dele. Ele não devia desconfiar dela. Emma Swan era uma pessoa normal, que a chamava desde criança, ela estava apenas esperando a sua chegada. ...... Já fazia uma semana desde que ela começou a trabalhar no hospital, ainda não havia tido a oportunidade de falar diretamente com Emma. Nesse tempo ela estava estudando cada paciente que cuidaria e se familiarizando com o hospital. O caso de Emma não precisava de estudos, ela sabia qual era a situação dela, ela apenas contava os minutos até finalmente ter a oportunidade de vê-la. O que pela sorte dela, não demoraria. Era segunda-feira, seu horário havia começado há algumas horas, nada muito novo e surpreendente para ela, apenas uma coisa ou outra. Quando ela chegava na frente de cada quarto, seu estômago se retorcia, aliás ela não sabia quem era a pessoa que estava atrás de cada porta. Após uma longa tarde, ela tirou umas horas de descanso, além de ser seu primeiro dia trabalhando com os pacientes, era o seu primeiro plantão, precisava descansar um pouco até o horário dele iniciar. Ao se deitar na cama do pequeno quarto de descanso, começou a se perguntar aonde ela estaria. Até onde estava sabendo ela seria sua paciente e, até onde ela sabia, tinha passado em todos os quarto naquele dia. Em meio a tantos pensamentos, ela acabou dormindo. Eram por volta das onze horas da noite que ela acordou, estava tudo calmo. Normalmente nos plantões os médicos não faziam nada, uns dormiam e outros passavam a noite jogando conversa fora, mas ela era diferente. Em todos os plantões que ela fez na vida, ela passava em cada quarto para ver como estava cada paciente e dessa vez não seria diferente. Caminhou a passos tranquilos em direção aos corredores que seus pacientes se encontravam, entrou em cada quarto, verificou cada medicação dos que precisavam de remédios injetáveis na veia e os que ainda estavam acordados, ela deu atenção até eles dormirem. Ao sair do último quarto do terceiro corredor que ela cuidava, avistou do outro lado, no corredor vazio, uma porta branca como as paredes do lugar. Ela não sabia se era pela agitação do dia ou simplesmente foi porque não percebeu que ela estava ali. Ela procurou em suas anotações os corredores dos quais ela devia cuidar, noventa e um, noventa e dois, noventa e três e... noventa e quatro. Aquele era o corredor noventa e quatro. Observando a porta branca solitária, ela engoliu em seco. Ela estava ali. Automaticamente sua boca se curvou em um grande sorriso. Finalmente. Flashes invadiram sua mente e ela pode se lembrar de como ela era no passado. Com a curiosidade correndo solta por suas veias e respirando fundo, aproveitando que estava de plantão aquela noite, seguiu até o corredor vazio e branco, caminhou em direção ao único quarto daquele corredor noventa e quatro. Quando chegou em frente, sua mão pousou sobre o pequeno trinco e ao abrir a porta, se deparou com a figura quase dormindo em sua cama. E mesmo com a fraca iluminação, ela pode ver seu rosto. Ela era ainda mais linda do que o seu subconsciente se lembrava. Adentrando mais o quarto, ela viu que Emma estava num quase sono, a mesma abriu os olhos arregalando-os, surpresa ao ver a imagem em sua frente. - Eu... eu sabia que não estava louca. Seu corpo se arrepiou ao escutar aquela voz ,ela reconheceu que sua alma sentia falta de ouvi-la falar. - E eu sabia que lhe encontraria novamente, minha linda noviça. O sorriso que Emma esboçou lhe aqueceu o coração, os olhos dela acenderam em esperança e Mills se sentiu completa e em casa novamente.
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