Prólogo
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"Emma Swan Nolan, de 22 anos, que havia sido internada no Manhattan Psychiatric Center há dois meses, fugiu com a enfermeira Regina Mills, de 30 anos, que antes de se encarregar pelos cuidados da mais nova, demonstrou grande interesse pelo caso, fazendo com que várias e várias pessoas especularem o porquê do grande interesse, mas da boca da médica, nada saiu.
Vamos relembrar dos motivos pelos quais Emma foi internada:
Seus pais relataram para o jornal New York Daily News que a moça, desde mais nova, falava que sonhava sobre ela namorar escondido a Madre Superiora de uma igreja no século XIX, da qual, depois de um tempo, as pessoas da pequena vila em que a igreja residia, descobriram, exigindo então a morte das duas, porém a Madre ajudou a noviça a fugir (era assim que ela se via em seus sonhos).
Os pais relatam também que a filha contava que via essa tal Madre morrendo, tendo a cabeça decapitada e que no final de tudo, após ela ficar sozinha e escondida na floresta, acabou enlouquecendo, tendo alucinações onde via e conversava com a falecida, até que por não aguentar mais não ter o seu amor ao seu lado, acabou se suicidando.
Os pais contam também que ela relatava os detalhes de vários momentos delas, às vezes em sonhos ou acordada. A mãe dela conta como e quando começou:
"Ela era pequena, tinha por volta dos cinco ou seis anos, passei em seu quarto para dar um beijo de boa noite, mas a encontrei balbuciando palavras desconexas, ela estava suando. Achei que era um pesadelo e quando estava prestes a acordá-la, ela começou a dizer coisas como "Eu te amo, Madre", "Sim, sou sua noviça safada e fujona". Claro que me assustei e a acordei, perguntando sobre o que era aquele sonho, ela não sabia me dizer ao certo, mas que a única coisa que ela tinha certeza era que tinha se visto mais velha e que namorava uma mulher religiosa. Com certeza que eu, como toda mãe me assustei, porém acabei deixando passar, era apenas uma criança. m*l sabia eu que com o tempo isso pioraria. Emma era uma criança doce e muito querida, que com o passar do tempo acabou se tornando obcecada por aquilo tudo. Passamos por vários psicólogos e nada de obter algum resultado, até que fomos em um psiquiatra renomado e ele nos aconselhou a interná-la, ouvir aquilo partiu meu coração, minha única e tão amada filha realmente teria que ser internada, mas em primeiro momento eu não queria aceitar, até que seu tratamento com as pessoas piorou, a tornando violenta, isso porque ninguém acreditava no que ela falava. Enquanto ela dormia decidimos que era hora e quando ela acordou, já estava em seu novo quarto." A mãe contou isso em lágrimas, mas reconheceu que no final de tudo isso era o melhor a se fazer.
"Emma e a Médica Regina Mills estão sumidas faz uma semana, viaturas de polícia rondam nas ruas dos bairros mais ricos aos mais pobres e suas fotos estão espalhadas por todos os cantos. O que aconteceu com essas duas mulheres? Onde elas estão? Será que a médica tem algo haver com o sumiço da paciente? É isso o que tentaremos descobrir ao passar desses dias."
E essas foram as últimas falas do jornalista que havia se encarregado pelo caso antes do comercial.
Mal sabiam eles que elas estavam distantes e que se tudo ocorresse bem, nunca mais as veriam.