Gabriel Smith Saímos do restaurante em silêncio. A noite fria de San Francisco parecia refletir o peso das palavras que ainda ecoavam na mente de Sophia. Eu a segurava pela mão, firme, como se quisesse lembrá-la de que não estava sozinha. Cada passo dela era carregado de dor, mas também de uma força que me impressionava. O carro nos esperava na porta. Durante o trajeto até a cobertura, Sophia manteve o olhar perdido pela janela, observando as luzes da cidade sem realmente vê-las. Eu sabia que dentro dela havia uma tempestade: a frieza da mãe, a arrogância de Simon, a culpa silenciosa de Emmily. Tudo isso a feria, mas também a moldava. — Você não vai carregar isso sozinha — disse, quebrando o silêncio. Ela virou o rosto para mim, os olhos marejados, mas firmes. — É impossível não

