Gabriel Smith A calmaria do meu escritório era apenas aparente. Por trás das paredes de vidro, a Frontier fervilhava. Eu sentia o peso de cada decisão, cada olhar atravessado nos corredores, cada sussurro que se calava quando eu passava. Era como se todos soubessem que algo grande estava prestes a acontecer — e, de fato, estava. O Hopware não era apenas um projeto. Era a minha aposta, a minha redenção, a chance de transformar não só a Frontier, mas todo o grupo de empresas médicas que administro através da holding. E, acima de tudo, era a oportunidade de provar para mim mesmo — e para todos que duvidaram — que eu era mais do que o filho do dono, mais do que o herdeiro de um império. Eu era o arquiteto do futuro. Sophia estava sentada à minha frente, os olhos atentos ao tablet onde re

