Meu menino

1385 Words
Pov's Laura. Meses depois... Os meses foram um inferno trancafiadas nessa mansão. A sensação de está grávida, contra a minha vontade, é h******l. Saber que outro bebê está crescendo na minha barriga, e eu não consigo amá-lo, da forma como que amei Noah, é tão difícil. É como se esse bebezinho não me pertencesse. E de fato, essa criança não é minha. Usaram apenas a minha barriga emprestada, esses bandidos que me sequestraram, afirmam que criança não terá nenhum traço meu. O tal Dmitry é um psicopata, ele me ameaça de me m***r o tempo todo, eu vivo um inferno, e eu nunca sei se vou acordar viva. Hoje estou embarcando para os Estados Unidos, por algum motivo, essa organização criminosa querem que eu tenha o bebê lá. Eu estou planejando fugir assim que eu pisar no solo americano, porque com certeza serei morta, após dá a luz. O mordomo que virou meu amigo me contou, que nenhuma mulher que veio para cá sobreviveu depois. O russo sempre se cansa das mulheres, e eu sou apenas mais uma, no qual ele vai descartar. — Senhorita Laura. — As malas já estão prontas, Boris.— o informo.— Me deseje sorte. — Boa sorte. Me despeço do único que teve alguma empatia por mim nesses últimos 8 meses. — Foi bom te conhecer.— encaro o gringo, com gratidão. — Gracias por tudo.— o abraço. Somos interrompidos com os gritos do mau-caráter que se encontra no andar de baixo. — Honey, chegaremos atrasados no aeroporto! Vamos logo.— Dmitry grita, sem paciência. Eu odeio esse homem. Desço a escada de vagar, o barrigão está tão pesado. E o bebê chuta tanto, que deseja sair logo de dentro mim. Eu não sei se é menino ou menina, e nem sinto curiosidade. Eu sinto um vazio tão grande, de saudade do meu filho. Noah já deve está com meses. — Chorou de novo? O homem interroga, secando com o polegar o canto dos meus olhos borrado pela maquiagem. — São os homônimos.— minto. — Coloca um sorriso nesse rosto, está infeliz demais pro meu gosto.— ele põe a força o meu braço, sobre seu. — Estou cansada. —Faça o que estou mandando!— me obrigo a cumprir a ordem.— Melhor assim, querida.— beija o canto da minha bochecha, e em seguida limpo o local, com nojo. Seguimos atá o veículo preto estacionado de frenre a mansão, e o seu motorista abre a porta. Dmitry me ajuda a entrar, pela primeira vez, sendo um pouco gentil, coisa que esse ogro faz é maltratar os empregados e gritar com outros. Ele senta no banco do outro lado, enquanto carro tráfega em destino ao aeroporto. Escuto de repente: — Quando pisar os pés nos Estados Unidos, fique muda.— lhe encaro de relance, franzindo a testa.— Se abrir a boca pro FBI ou pra DEA, eu corto seu pescoço. — Você não vai? — Não, aconteceu um imprevisto e terei que ir a Itália antes resolver uns negócios. Mas a minha assistente vai esperá-la e conduzi-la ao evento. — Que evento? — Um evento de moda, irá me representar como minha esposa. — Eu não sou a sua esposa.— sussurro. — Agora é.— dita.— Irá assumir a Máfia enquanto eu estiver ausente, saiba bem me representar. Começo a tossir, encarando-o descrente. — Por que essa cara? — Eu não sou bandida. Dmitry ri. E daí rebate: — Tô te entregando poderes nas suas mãos, e você recusa? Nunca vi uma mulher tão burra, em toda a minha vida. — Eu não sou como você. E nunca serei, seu bandido— afirmo. — E se eu mandasse esse motorista se m***r agora, o que faria?— Olho para o homem dirigindo tranquilamente, um simples senhor, que está ali pelo trabalho. — Eu iria impedi-lo. — Infelizmente esse tipo de compaixão, não existe no nosso mundo. Num simples disparo, Dmitry atira contra a cabeça do seu empregado. Arregalo os olhos, aterrorizada. O carro sai desgovernado da pista, e bate numa árvore, e começa a fumaçar. — Você é completamente louco!— o digo, assustada. — Isso é só exemplo do que pode acontecer com você, honey, se tentar me trair.— com tom bem intimidador, me ameaça.— Agora, me dê um beijo. — Um beijo?– faço uma careta de espanto. — Você me rejeita há meses. – Você queria o quê? Que eu caísse de amor pelo meu sequestrador? — Você está num paraíso, honey. — Na verdade, num inferno.—o corrijo, e o russo começa a gargalhar. — Eu não vou te forçar a me beijar, pois é o de menos.— dá ombros, com muita calma no semblante.— Está carregando o meu bebê no ventre. Encaro o gesto, quando o vejo tocando em cima, e me tremo de raiva. — Tenho nojo de você!— disparo. — Eu posso ter qualquer mulher que eu quiser.— Dmitry declara, olhando-me no fundo dos olhos.— Você é apenas mais uma, que será morta.— sorri perversamanete, circulando o dedo em volta do meu rosto.— Na hora que você me quiser, honey, eu vou te rejeitar. — Eu nunca vou querer você. — Gosta dos vovôzinhos, né? — me provoca. E avisto o fogo se alastrando pelo motor do carro. — Se não sairmos agora, vamos morrer queimados! — aviso. — E se eu quiser te deixar aqui dentro? — Dmitry ameaça, acariciando minha bochecha com perversidade. — Mas hoje estou generoso.— destrava a porta, e pulo para fora. ************************************************** Algumas horas depois. Aeroporto de Moscou/ Rússia. Sinto um alívio tão grande quando eu entro no avião, é como se eu finalmente tivesse um pouco de liberdade. Mesmo sabendo que serei monitoriada nos EUA, eu nunca pisarei aqui de novo. Encosto a minha cabeça na janela e sinto as lágrimas escorrendo, vendo avião seguir voo. A viagem dura aproximadamente 18 horas. Até que a aeromoça informa que estamos em Nova York. Quando ouço aquilo, eu sinto meu coração bater um pouco mais acelerado. Meu passaporte é checado pela polícia e fico receosa com aquele cão farujador que está com o policial, com medo que tenha alguma coisa ilícita dentro da minha mala. Suspiro aliviada, quando autorizada a passar e saio pelo portão de desembarque. O primeiro rosto que revejo em minha frente segurando o cartaz com nome escrito: Dmitry Petrov. É da sobrinha do Arthur, ela perde o brilho no olhar, quando me vê. Há outros seguranças a acompanhando, com certeza são os urubus contratados pelo russo para seguir cada passo meu. E resolvo não abaixar a cabeça, para aquela mulher que tanto me causou m*l. E levanto a cabeça, pisando bem firme com meu salto, mostrando que a Laura frágil que foi zombada e humilhada, ela pode sim dar a volta por cima. Quando chego próximo o suficiente, a encarando de cima abaixo. — Leve a minha bolsa.— estendo. A sobrinha do Arthur acha graça, como se meu pedido soasse como uma piada. — Quem é você pra me mandar? — Quer mesmo saber?— fico cara a cara com ela.— Eu sou a mulher do seu chefe, e mereço respeito. — Eu nunca vou dá respeito a uma suburbana.— me ofende. — Quer mesmo que eu ligue pro russo?— saco o celular.— E eu mande acabar com você? A cara da loira se impandice, quando percebe que estou falando pra valer. É a primeira vez que eu bato de frente, e a ameaço. Então ela puxa minha bolsa, para carregar. Só em ver essa Scarllet se sentindo humilhada, é a melhor sensação do mundo poder revindar na mesma moeda. E ter um poder maior que ela. — Eu exijo ver a foto do meu filho.— completo, fazendo-a levantar o olhar. — O meu bebê que você roubou, sua ladra.— a acuso, enfatizando a última palavra. — Senão, eu mando eles te matar.— a faço encarar os brutamontes que nos cerca, todos armados. A vigarista da sobrinha do Arthur se sentindo coagida, amostra através do celular, o rostinho do Noah. E me encho de emoção ao vê-lo através da tela. — Meu filho.— declaro.— Meu menino.
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