Vou no quiosque guardar os documentos e a chave do carro, te encontro la depois. —meu namorado avisa e me da um selinho.
Entro no mar e a água está maravilhosamente refrescante e quando a onda vem, me esbaldo num ótimo mergulho. Olho para o quiosque e vejo o motivo do meu sorriso encostado no balcão conversando com um homem e olhando para mim. Estou me sentindo tão feliz e essa felicidade tem nome: Victório Thompson!
—Olá, linda! Estou te olhando ali de longe e gostei de você. Podemos sentar pra tomar uma cerveja? — um surfista pergunta ao meu lado, dentro da água.
—Obrigada pelo convite gatinho, mas ja estou acompanhada do meu namorado. —falo e estou de costa para a areia, mas sei perfeitamente que o Victório viu a aproximação.
—Eu sei, eu vi ele na areia, mas queria saber dessa boquinha linda se quer sair comigo. —desrespeitoso ele fala ignorando o fato de que ja sou comprometida.
Essa pessoa está querendo trazer confusão.
—Vai pegar suas ondas, que se depender de mim, é a única coisa que você vai pegar hoje. —o dispenso e ele rir.
—Assim eu gamo! Gosto de mulheres gostosas e decididas. —ele fala se aproximando.
—Então temos algo em comum, mas ela é minha. — Victório fala atrás de mim, marcando território.
—Vem, vamos sair da água. —chama e percebo que está puto de raiva.
Na verdade eu ainda não queria sair, mas acho melhor separar esses dois, antes que dê m***a.
—Gostosa pra c*****o! - o surfista fala, quando já estamos saindo da água de mãos dadas e para o meu desespero, Victório se vira para o surfista.
—Se atreva a chamar minha namorada mais uma vez de gostosa. —Victório pede se aproximando do surfista, com toda a sua fúria.
—Calma aí, parceiro, você entendeu errado. Eu não falei isso. —o abusado surfista mente com medo do Victório.
Tentando ignora-lo, Victório pega novamente em minha mão, me guiando para o quiosque. Chegamos perto do pessoal e ele está com a raiva estampada na testa, me aproximo dele, me esticando, começo a distribuir beijinhos em sua boca.
—O que você está fazendo comigo? —faz a pergunta sorrindo e imagino que seja retórica, mas uma brincadeirinha não faz m*l a ninguém.
—Dando beijinhos no homem que está me fazendo feliz. Não posso? —pergunto de brincadeira e ele sorrir.
—Você também está me fazendo feliz. E muito! —confessa e retribui o discreto beijo.
Sem nos preocupar com as pessoas a nossa volta, ele deixa suas mãos pousarem um pouco acima da minha b***a, enquanto chupa meu lábio inferior.
—Eu pedi peixe com fritas e salada pra vocês. Tudo bem? -Gisele comunica me devolvendo o boné e o óculos que deixei com ela.
—Tudo ótimo! Obrigada! —agradeço sorrindo.
Comemos todos reunidos a beira da praia, sempre com brincadeiras e gargalhadas. Victorio foi o tempo todo carinhoso e atencioso comigo, sem ser um grude, me fazendo ficar mais encantada com ele.
Se é possível!
Depois de comermos e darmos um tempinho, todo o grupo entrou no mar para uns bons mergulhos.
—Está gostando? —Victório pergunta.
—Estou amando! Obrigada por me proporcionar isso. —agradeço e ele sorrir, me puxado para um beijo.
Pra quê pedir mais que isso? Estou vivendo uma fase da minha vida que nunca vivi.
Depois de nos lavarmos no chuveiro da orla e nos secarmos, fomos todos embora quando já começava a anoitecer, após uma tarde inteira de muitas risadas, brincadeiras e beijos.
Passamos a noite toda juntinhos na casa dele, deitados em sua cama, vendo filmes, conversando e fazendo muito s**o.
***
—Cheguei!
Aviso assim que chego em casa de mãos dadas com Victório, para o almoço de domingo, mas levo um susto ao dar de cara com meus pais, no maior amasso no sofá.
—Opaaa!! —meu pai fala se levantando e arrumando a bermuda.
—Nós já tínhamos conversado sobre isso, pai. Nada de s**o na sala na hora que eu possa aparecer. —chamo a atenção deles, ja que sabiam que estávamos vindo.
Olho para o Victorio e ele está vermelho como um tomate.
—Desculpa, Victório! Sabe como é quando a vontade bate, né?! —meu pai fala e Victorio constrangido, passa uma mão nos cabelos, para disfarçar o incomodo.
—Ué, e a mim? Você não pede desculpas não? —pergunto rindo com as mãos na cintura.
—Ah! Você já está acostumada e afinal, eu tenho que aproveitar agora, pois daqui uns dias eu fico broxa e sua mãe entra na menopausa. —ele fala e os dois se explodem numa gargalhada.
—Vocês são doidos! — afirmo indo abraça-los e dar um beijo neles.
—Eu disse que eles eram doido, né?! —pergunto olhando para o Victorio.
—Disse sim, mas não sabia que era nessa proporção.— ele fala sorrindo de lado e estende a mão para cumprimenta-los.
—O almoço já está pronto? -pergunto, já que eu ofereci ajuda quando liguei mais cedo, mas ela disse que meu pai iria ajudar.
—Está sim, só falta por na mesa e como foi o fim de semana de vocês? —minha mãe pergunta indo para a cozinha e eu vou junto, deixando Victório e meu pai juntos na sala.
—Foi maravilhoso, fomos na praia e o resto do tempo passamos na casa dele. —respondo pegando a travessa de carne.
—Hmm.. aproveitaram bem. — fala com seu olhar malicioso e eu rio.
—Leva essa daí, que eu levo essa daqui. — ordena pegando a travessa de macarrão a bolonhesa.
Sentamos todos a mesa após trazermos tudo, começamos a comer e conversar.
—Quer dizer que agora eu posso diminuir os gastos com você? Vou começar com o plano de saúde. —meu pai fala brincando, devido ao meu namorado ser o presidente do hospital.
—E eu vou começar a pagar um asilo. Está bom pro senhor? —devolvo a brincadeira e minha mãe e Victorio riem.
—E quem é velho aqui pra ficar em asilo? Vou dar uma surra em você, de espada de são Jorge e rapidinho você entra nos eixos. —ele fala rindo.
—O senhor sempre falava isso quando eu era pequena. —declaro rindo com a lembrança.
—Claro! Ela vivia aprontando, Victorio. —meu pai lembra.
—Eeuu?? —pergunto cinicamente levando uma mão no peito.
—Teve um dia que quando entrei na cozinha, após o trabalho, encontrei essa menina caída no chão com varias manchas vermelhas no peito. —ele conta rindo.
—Mas o cheiro de catchup estava tão forte, que logo saquei que era mais uma de suas varias pegadinhas e a ignorei. Essa menina ficou brava, dizendo que eu não sabia brincar e não ia mais falar comigo. Nesse dia quase molhei a calcinha de tanto ri. — meu pai continua contando e no final faz uma imitação feminina, arrancando risadas.
Nosso almoço em família foi uma delicia e com direito a muitas risadas. Meus pais estavam inspirados!
—Robert, vocês tem visita. -Daniel, um dos seguranças de casa fala ao entrar na sala onde estamos tomando um café.
—É mesmo? Assim que eu gosto, de casa agitada. E quem é? —meu pai pergunta ao Daniel.
—É o senhor Marcelo. —Daniel responde sem graça, sabendo que meu novo namorado está na sala com a gente.
—Também não precisava ser tãão agitada assim. —Meu pai fala sorrindo. —E agora? O deixo entrar ou vou lá no portão?
—Eu acho que ele precisa saber sobre nós, mas ver a pessoa que ama com outro, não deve ser tão bom. Devem recebe-lo, contar a ele que sua filha está namorando e nós dois vamos para a cozinha tomar nosso café. -Victorio sugere.
—Ótima ideia e muito nobre da sua parte. —meu pai fala se levantando e nós vamos rumo a cozinha.
Obrigada por entender o lado dele. —digo o abraçando, assim que nós dois entramos na cozinha.
A situação dele é f**a! —ele fala me apertando em seus braços.
Podem imaginar como estou me sentindo com todo esse drama? Estou tremendo e assustada. Conheço o Marcelo há anos e sei bem que quando está nervoso ele perde a razão e isso é tudo o que eu não quero.
Calma! Eu estou aqui com você. —Victorio fala, levantando o meu queixo para olhá-lo.
—Ja vi ele ficar descontrolado por bobeira e não queria que ele olhasse essa situação com o ponto de vista errado. —falo ainda com a mão dele em meu queixo, me "obrigando" a olhá-lo nos olhos. O que não é nenhuma obrigação.
—Ele não é louco, não vai fazer nenhuma besteira. —diz tentando me acalmar.
—Assim espero!
Ficamos ali por cerca de meia hora, até meus pais entrarem na cozinha e estão com uma expressão nada boa.
Como foi? —pergunto nervosa.
Na verdade, não foi nada bem. Ele chorou muito e disse que ainda vai te reconquistar de um jeito ou de outro. —minha mãe fala nervosa.
—Eu falei pra ele não fazer nada que possa se arrepender, mas o olhar dele, não me deixou calmo. Ele está acreditando que essa separação tem volta e imagino que pretenda fazer algo para reverter isso. —meu pai fala e é visível sua preocupação.
—Vocês contaram a ele sobre ela está namorando? —Victorio indaga encostado nos armários e eu estou encostada, de costas, nele.
—Sim e isso foi o que mais me preocupou, ele disse, que você não é páreo para ele. Que logo estará fora da jogada. —meu pai responde me deixando mais assustada que já estou.
—Não se preocupem comigo. —Victorio fala cheirando meus cabelos.
—Evita ficar andando sozinha, Neném. — minha mãe pede preocupada e eu concordo.
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Vish! Vcs iriam fazer oq?