No Japão, Akari é luz. Luz que atravessa o tempo sem pressa, sem ruído. Lauren tinha lido a frase três vezes seguidas na vitrine da joalheria, dias atrás, sem saber por que aquilo tinha ficado grudado nela como um verso de música que não sai da cabeça. Luz que atravessa o tempo sem pressa. Talvez fosse isso que ela sentia agora, essa luz baixa e constante que não precisava de escândalo para existir. Diferente de tudo o que veio antes. Diferente de Sam, diferente do casamento que parecia certo no papel e vazio na prática. Isabella não chegava como um incêndio. Chegava como aquela luz japonesa, discreta, presa dentro da pedra, esperando o momento certo para ser vista. O despertador tocou às seis e quarenta e cinco, e Lauren já estava de olhos abertos havia dez minutos, encarando o teto, pe

