Capítulo Quatro — Apolo

1812 Words
Uma pena que passei somente o final de semana ao lado da Brenda, mas agora eu tenho uma audiência e não poderia faltar, afinal o advogado de defesa sou eu, então não tinha como mandar outro do escritório, porque este caso, por ser um mas complexo e está ocorrendo em sigilo de justiça, acabou ficando para mim. A maioria destes casos assim, ficam ou para mim, ou para o Thomás, são casos que precisam de uma atenção específica, não dá para pegar eles e vir estudar minutos antes de entrar na sala para falar com o juiz. — Você sabe que eu também vou defender junto com você não é? Inclusive o juiz já está sabendo que será os dois. Acreditem, não é todas as vezes que o juiz, aceita que o bandido tenha inúmeros advogados, porém quando o cliente exige mais de um, sempre informamos com antecedência ao juiz que vai pegar o caso. — Sei Thomás, porém a chance de ganharmos este processo é mínima, a não ser que o nosso cliente confessasse o clima, aí sim conseguiríamos uma redução de pena e depois de um tempo entrar com recurso para que ele fique livre por bom comportamento. Não sou de falar que não vamos conseguir ganhar uma causa, porém o nosso atual cliente nos confessou o crime, mas insisti em negar diante do juiz, ou seja temos que acompanhar a versão que ele vai dá. — Também falei com o mesmo para confessar e reforcei que passando alguns meses poderíamos entrar com um recurso, porém o mesmo se recusa e você sabe que temos que fazer a defesa de acordo com a história que o réu conta diante de um juiz. Sabe quando você se arrepende de ter pegado um processo, confesso que foram poucos os casos em que eu me arrependi de pegar, porém este é o que está me incomodando mais, porque se tem uma coisa que pode colocar a carreira de um advogado em jogo é mentir diante de um juiz. — Droga! Eu tenho a mera impressão que este julgamento não vai terminar bem, você já reparou que a família da moça, inclusive uns elementos bem suspeitos chegaram juntos e que sentaram bem de frente aonde vamos ficar com o nosso pobre inocente? Não sei porque tive a impressão de que as pessoas que chegaram junto com a família não vieram bem intencionadas, principalmente os homens que sentaram, nas primeiras fileiras de cadeiras. — Não é só você Apolo, eu também tenho, até porque estudei o caso inteiro, pesquisei a vida de todos os familiares da vítima e aqueles três não estão nas listas de parentes próximos. Isso não é bom, um julgamento de um caso c***l, que já vamos iniciar sabendo que o nosso cliemte vai mentir do começo ao fim e agora a chegada de três pessoas que tanto na pesquisa do Thomás, quanto na minha eles não existiam. — Você conhece esses rapazes que chegaram junto com a família da sua ex mulher? O crime envolve a morte de uma criança, que era filha somente da mulher que ele vivia, ele nos confessou que num ataque de fúria acabou matando a garota, mas não pode confessar porque ele vai morrer na cadeia, na hora de matar um inocente não pensou o quão r**m, seria viver preso dentro de uma cela, com vários presos de todas as personalidades ao redor, agora já hora de receber a sentença, foi que ele se lembrou disso, sinceramente este é o último caso pego com essas pautas, depois de sair daqui já vou me reunir com o meu amigo para avisar sobre isso, se ele quiser pegar tudo bem, cada um com os seus princípios, mas eu não pego mais. — Eles comandam o tráfico de droga da comunidade onde a mãe da criança mora. Ótimo! As coisas não poderiam ficar pior, agora eles devem ter a ficha suja, como ousaram pisar dentro de um tribunal? — Se eles comandam o tráfico, devem ser procurado pela polícia, então não estou entendendo o que eles vieram fazer aqui na sua audiência. O mesmo diz que vieram ter certeza se ele seria condenado pela lei dos homens ou não, caso contrário ele será julgado pela hierarquia do crime, então a sentença dele será bem pior. — Eles três pagam vários polícias de patente alta, para não os prenderem, muito menos permitir que alguém levante suas fichas, então não adianta querem perder eles, porque quando puxarem em seus arquivos, não vão haver documento algum, comprovando que eles já foram presos. Ok! Acho que é melhor parar de perguntar quem são eles, se não o meu cliente que me desculpe mas eu vou acabar desistindo de o defender, qualquer coisa o Thomás assume o caso sozinho, porque algo me diz que se ganharmos está sentença, automaticamente vamos está assinando o nosso atestado de óbito, porque esses três não vieram assistir este julgamento a toa, disso qualquer pessoa pode ter certeza. — Ok! Obrigado pelas informações, o que você acha Thomás da para confiar? Porque sinceramente eu não estou confiando não. O mesmo diz que o jeito é deixar os policiais de sobreaviso, porém o nosso cliente afirma que se nós dois fizer isso, pode acabar atraindo a diria deles três para cima de nós dois, então é melhor fingir que a gente não está percebendo nada e tudo certo. — Vamos seguir o conselho do nosso cliente, pois ele conhece bem a comunidade aonde morou e do que os caras de lá são capazes, porém se eles iniciarem qualquer algazarra dentro do tribunal serão presos, aí quero ver encontrar recursos para ser soltos. Finalmente o juíz iniciou o julgamento, confesso que estava com vontade de pedir licença e buscar o mesmo pessoalmente para assumir o seu posto. — Com a palavra os advogados de defesa. Olho para o meu amigo perguntando se ele não quer dar as honras, das primeiras falas, logo em seguida, mas o mesmo afirma que é melhor eu iniciar, porque eu estudei o processo mais a fundo. — O meu cliente afirma que no dia da morte da criança, ele estava em um barzinho com os amigos o tempo inteiro, que não se levantou se quer para ir ao banheiro, como o advogado de acusação pode afirmar que o meu cliente esteve lá e ainda matou a criança? O juiz permite que o advogado de acusação responda a minha indagação. — Várias testemunhas oculares, alegaram ter visto o seu cliente saindo da casa da minha cliente e logo em seguida vieram os gritos de desepero dela, ao constatar que a sua filha já estava morta, morte está que o seu cliente é culpado, pois ele na tentativa de fazer algo com a mãe dela, acabou se vingando na criança, um ser inocente que não tinha nada haver com a discussão de vocês dois. Se eu tinha certeza que está conversa não iria dá certo, estou começando a acreditar mais ainda que este cliente não sairá satisfeito daqui. — O meu cliente também possui testemunhas oculares que afirmam que o mesmo esteve o tempo inteiro na mesa do bar. O juiz diz que vai começar a escutar primeiro as testemunhas da parte de acusação, pronto está causa já está perdida, o juri popular com certeza vai lhe condenar quando escutar as testemunhas dizer os detalhes de como ficou a criança. — Eu juro dizer somente a verdade diante deste tribunal. A primeira testemunha fez o juramento de não mentir perante todos que estão aqui presentes e o advogado de acusação começou o seu interrogatório. — Naquela noite era possível ouvir gritos da casa ao lado? Sim, está testemunha era vizinha da ex mulher do meu cliente, as duas moram coladas, parede com parede, ou seja está vizinha poderia ser uma peça coringa no processo, já que está não foi a primeira vez, em que os dois brigavam e algo de r**m sempre acontecia. — Sim! Na verdade não só eu, mas o meu esposo viu quando o acusado chegou já casa da minha vizinha, era por volta das 3 horas da manhã. Nesta hora eu me questiono, o que ela e o marido estavam fazendo, para verem que o nosso cliente, chegou de madrugada e embriagado? Porque não é possível a pessoa está acordado uma hora dessas. — Ela não queria abrir a porta de jeito nenhum, porém o mesmo ameaçou arrombar, então ela com medo acabou cedendo o seu pedido. O advogado de acusação, afirma que ele coagiu a sua cliente, pois deixou a mesma sem alternativas, então ela teve que abrir a porta paga aquele que seria o algoz da sua filha horas mas tarde. — Diante deste testemunho podemos ver que a intenção do acusado, nunca foi sair da casa da minha cliente sem fazer m*l, pois na verdade o alvo das 17 facadas, não foram uma nem duas, mas sim 17 facadas, em uma criança, se o mesmo não queria fazer nada de mais ao forçar a mesma a abrir a porta, porque não parou os golpes quando percebeu que estava atingindo a sua filha? Porque nitidamente ela deve ter entrado em desespero e pedido a todo momento para que ele parasse, mas ele com toda a frieza do mundo, continuou desferindo os golpes. Droga! Se na primeira testemunha, as coisas já se complicaram deste jeito imagine quando as outras três falarem, o pior é que ele não está falando nada de errado, o nosso cliente não e inocente, então estamos prestes a ficarmos desmoralizados de antes de todos, porque a farsa agora acabou, não adianta tentar fingir mais. — Protesto meritíssimo, o advogado de acusação está afirmando que o meu cliente é culpado e até agora não existem provas concretas, somente testemunhas que afirmam ver, porém fotos e vídeos não existem. O juiz para a minha sorte, aceitou o meu processo, então o advogado teve que reformular a sua pergunta. — Quanto tempo mais ou menos durou tudo, até vocês escutarem a mãe da pequena Angel gritando por socorro? Ela afirma que foi cerca 2 minutos que ele abandonou o local, acredito que ela tenha tido a certeza primeiro para depois sair gritando por ajuda. Antes que alguém pudesse abrir a boca para dizer alguma coisa, a sala virou uma cena de terror, eram tiros para todos os lados e advinhem, eram justamente os três elementos que vieram juntos com os familiares, então é um absurdo. — Se joga no chão Apolo, está fazendo o que aí em pé, no meio deste fogo cruzado? Na verdade, estou sem saber o que fazer para nos livrar das loucuras deste homem. — Eu estou tentando porém não consigo, tenho que ver o que está acontecendo? Porque segundo elas você está a cima de tudo e pode tomar decisões aí depois voltamos aqui para a responder.
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