Essa é a mulher do chefe

970 Words
Melanie Petrov. NA MANHÃ SEGUINTE....🌄 Los Vegas- Boate da Máfia. 09:30 AM Viktor estava morto de resseca, ontem havia chegado aos tropeços e foi carregado pelos seguranças, até em uma das suítes. Não havíamos dormido no mesmo quarto. Fiquei tão chateada por tudo que ouvi, que não iria me humilhar mais pela sua atenção. Todos ainda não haviam acordado. E somente eu, estava pelo salão, conhecendo um pouco mais da boate. O técnico do elevador estava presente, consertando o equipamento. Enquanto isso, mandava os capangas da Máfia, irem buscar as strippers no c*******o, que ficava na área do subsolo. As mulheres apareceram em estados deploráveis e desumanos, sendo arrastadas. A maioria tinham hematomas nos braços. O c*****o que comandava elas, orientou: — Essa é a mulher do chefe, se comportem. Comecei a me guiar na cadeira de rodas. E conforme me movimentava, eu analisava cada uma. Essas mulheres viviam traficadass, longe das suas famílias. Seus olhares eram de desespero, todas elas me olhavam como se pedissem socorro. — Deem café elas.— dei a ordem. E um dos capangas interrompeu: – Patroa, a primeira refeição é só na hora do almoço. — Elas ficam com fome até esse horário?— interroguei.— É um absurdo! — São ordens do chefe.— fui respondida. Engoli em seco. Suspirei fundo, tomando uma decisão que poderia me causar problemas, mas daí insisti: –Façam o que eu estou mandando. Sirvam elas com alimentos e água. — Que palhaçada é essa?— a voz de Irina soou lá de cima, enquanto assistia.— Quem mandou trazer essas vadias pro meio do salão? — Fui eu.— a respondi. — Está querendo se misturar com o povinho da sua raça, Melanie? A loira, de origem russa, me provocou na frente de todos. —Eu só não acho justo... — Você não tem que achar nada.— ela me cortou, enquanto descia as escadas.— Se quiser voltar para sua vidinha medíocre, é só se juntar com as suas colegas. — Você sabe com quem está falando? A enfrentei, vendo-a mandar o c*****o levar as garotas de volta pro alojamento. — Com uma cadeirante.— seus olhos claros percorreram de uma maneira superior, ao proferir as palavras com nojo.— Que se acha a mulher mais poderosa da Máfia. Você não é nada, Melanie, é apenas uma americana de m***a que logo o meu cunhado vai descartar. Fechei os olhos, nervosa, não aguentando mais tanto insulto. – CALE A BOCA!— explodi. — Se não vai fazer o quê?— Irina continuou me desafiando, com a cara de sarcasmo.— Vai mandar me prender? Ah coitadinha... você não manda em nada, americana! Ela debochou da minha cara, rindo. Comecei a derramar lágrimas, por sentir na pele o preconceito por causa da minha origem. — Por que está fazendo a minha esposa chorar, Irina? Por acaso perdeu a noção do perigo? O tom grave do Viktor ecoou. Imediatamente nossos olhares foram até ele, que vinha descendo, com uma cara de resseca. Logo a esposa do irmão dele murchou, se calando. Ela chegou até encolher os ombros e a pose sumiu, estando pálida. — Eu não fiz nada com Melanie, cunhado. Eu estava aqui apenas a orientando como deve se comportar. — Minha mulher não precisa de treinamento. Ela se garante sozinha! Agora saí daqui, antes que eu perca a paciência. Fiquei surpresa quando escutei Viktor a repreendendo. Não sei se ele estava tentando consertar as merdas que havia me falado ontem, ou se de fato esse homem tinha algum problema, por mudar constantemente de humor. — Ah mais uma coisa ...— ele a interrompeu.— Se você chamar a minha esposa mais uma vez de cadeirante...— seu dedo indicador foi diretamente pro rosto da mulher.– Eu esqueço que temos o mesmo sangue e mando cortar a sua cabeça. Arregalei os olhos, assustada, com à ameaça. Seu tom de voz parecia estar falando sério. — Por que você age assim, Viktor?— interroguei, muito confusa. — Uma hora você me trata m*l, e outra hora está me defendendo. — Só quem pode falar m*l de você chérie, sou eu, e mais ninguém. — É difícil de entender, você é muito instável.— declarei, com o olhar receoso. Ele se ajoelhou, ficando em minha frente. Sua mão segurou na minha. — Me perdoa por ontem? — Você teve coragem de dizer que mataria.— o relembrei. — Foi da boca para fora, eu nunca machucaria você. Fiquei alguns minutos, me fazendo de difícil, enquanto enxergava o seu semblante arrependido. Tentava ignorá-lo, com rosto virado para o outro canto. Ele me puxou para um abraço demorado, e cedi. Nos abraçamos e me senti pronta naquele momento, para dizer: — Eu estou grávida, Viktor. Sussurrei no canto do seu ouvido, e notei o próprio travar. Não sabia se estava feliz ou se aquela reação era de insatisfação. Quando o abraço foi encerrado e seus olhos brilhando me encararam: — Está falando sério?— seu tom rouco soou mais fraco, e temeroso— É verdade mesmo Melanie? — Sim! — dei um sorriso como resposta.— Estamos esperando o nosso primeiro bebê. Coloquei a sua mão em meu ventre, e foi aí que caiu a ficha e Viktor sorriu, emocionado. Tirei um peso dos ombros e suspirei aliviada por vê-lo comemorando e enchendo meu rosto de beijos. — Eu te amo tanto, Melanie! — ele declarou, beijando os meus lábios sem parar.— Obrigado por me fazer o homem mais realizado desse mundo. Você está grávida, chérie. Grávida! Tem uma vidinha na sua barriga. Ele encostou a cabeça perto, sorrindo. A cena, enchiam os meus olhos de lágrimas de emoção. Era a primeira vez que eu me sentia feliz de verdade, sem me sentir diminuída. E sem ser julgada.
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