Capítulo 2

1349 Words
Gael ​O contato da pele dela contra a minha foi como lançar gasolina em uma fogueira que eu vinha tentando apagar há anos. A substância que corria no meu sangue anulou qualquer réstia de raciocínio lógico, mas a verdade visceral e aterradora era que o meu corpo não queria racionalidade. Ele queria Aylane. ​Eu a encostei contra a parede fria do quarto, o contraste da superfície gelada com o calor fervente de sua pele fazendo-a soltar um gemido baixo. O som vibrou diretamente na minha espinha, despertando um instinto predatório, primitivo e dominante. A boca dela, macia e trêmula, entregava-se ao meu beijo com uma mistura de pavor e desejo sufocado que atiçava ainda mais a minha possessividade. ​— Você não deveria estar aqui... — rosnai contra os lábios dela, a voz arrastada e rouca, enquanto minhas mãos contornavam a cintura fina, apertando a carne macia sob o tecido leve do vestido. — Mas agora é tarde demais para fugir. ​Puxei o tecido do vestido dela para baixo sem qualquer delicadeza, ouvindo o r***o sutil das costuras cedendo. Os ombros dela ficaram expostos à luz fraca da cidade que entrava pela janela, revelando a pele alva e a pequena cicatriz que ela sempre tentava esconder. Aylane arqueou o corpo quando minha boca abandonou seus lábios para descer pelo seu pescoço, mordiscando a pele sensível da sua clavícula até arrancá-la um suspiro agudo. ​Eu a ergui do chão, fazendo-a entlaçar as pernas ao redor da minha cintura. Ela era leve, vulnerável, e parecia se moldar perfeitamente ao meu corpo ereto e rígido. Caminhei a passos firmes em direção à cama king size, jogando-a sobre o colchão macio. Antes que ela pudesse assimilar a queda, me projetei sobre seu corpo, prendendo seus pulsos acima da cabeça com apenas uma das minhas mãos. ​— Gael... por favor... — ela sussurrou, os olhos brilhando com uma mistura de febre e rendição. ​— Por favor o quê, Aylane? — perguntei, a respiração pesada contra o rosto dela, olhando no fundo daqueles olhos castanhos que me assombravam desde a infância. — Pede para eu parar... ou pede para eu ir até o fim? ​Ela não respondeu com palavras. Em vez disso, seu quadril deu um leve impulso para cima, roçando contra a minha virilha. Esse único movimento destruiu qualquer vestígio de contenção que ainda me restava. ​Aylane ​O mundo girava e o calor dentro de mim era insuportável, mas o toque de Gael era a única coisa real à qual eu conseguia me agarrar. Anos de amor silencioso, dor e rejeição pareceram se fundir naquele momento em uma tempestade de pura luxúria. Ele era um monstro dominante, um homem que me desprezava, mas a forma como suas mãos grandes e quentes proprietariamente percorriam meu corpo fazia cada célula minha clamar por mais. ​Com a mão livre, Gael rasgou o resto do meu vestido, deixando-me completamente exposta diante do seu olhar sombrio. Seus olhos varreram minhas curvas com uma fome devoradora. Não havia ternura, não havia romantismo; era uma tomada de posse crua e avassaladora. ​Ele desfez o próprio cinto e libertou sua masculinidade, dura e pulsante contra a minha coxa. O pavor de ser minha primeira vez tentou emergir, mas a febre do produto no meu sangue e o peso do corpo dele sobre o meu dissiparam qualquer hesitação. ​Gael se posicionou entre minhas pernas, separando-as com o joelho. Ele segurou meu queixo com firmeza, obrigando-me a olhar para ele enquanto alinhava sua extensão à minha entrada estreita. ​— Olhe para mim — ele ordenou, a voz como um trovão baixo na penumbra. — Não atreva a fechar os olhos. ​E então, ele se empurrou para dentro de mim de uma vez só. ​Uma dor aguda e rasgante cortou a névoa da minha mente, fazendo-me soltar um grito abafado contra o peito dele. Senti o corpo dele estancar instantaneamente. Gael travou os músculos, o olhar fixo no meu rosto enquanto absorvia o aperto extremo e a resistência do meu corpo. ​— Você... — ele balbuciou, a voz falhando pela primeira vez na noite, os olhos arregalados ao perceber a minha rigidez e a estreiteza virgem da minha carne. — Você nunca... ​Mas o tremor do meu corpo e a onda de calor que nos envolvia não deixaram espaço para conversas. Instintivamente, apertei os braços ao redor das costas largas dele, enterrando minhas unhas na sua pele enquanto meu quadril se acomodava à sua dimensão impiedosa. ​— Não para... — pedi num sussurro desesperado, a dor inicial cedendo lugar a uma onda avassaladora de prazer elétrico. ​Gael soltou um rosnado grave e começou a se mover. ​Gael ​A sensação de aperto era sufocante, divina e ensurdecedora. Saber que eu era o primeiro, que nenhum outro homem jamais havia tocado ou possuído a mulher que eu julgava ser uma mentirosa manipuladora, fez meu ego e minha obsessão explodirem. ​Comecei com estocadas fundas e ritmo controlado, sentindo a carne dela se moldar e se lubrificar ao redor da minha rigidez. Mas o jeito como ela gemia o meu nome, como se contorcia embaixo de mim e como mantinha os olhos fixos nos meus transformou o ritmo em algo feroz e descontrolado. ​Aumentei a velocidade das estocadas, atingindo-a bem fundo, fazendo a cabeceira da cama bater contra a parede a cada impacto. Aylane cravava as unhas nas minhas costas, deixando marcas vermelhas na minha pele enquanto seus gemidos preenchiam todo o quarto. O som do contato dos nossos corpos, o cheiro de sexo e o calor sufocante transformaram a suíte em um santuário de pecado. ​— Você é minha, Aylane... — rosnai no ouvido dela, segurando uma de suas coxas e erguendo-a para afundar ainda mais fundo. — A partir de hoje, você nunca mais vai esquecer de quem você é. ​Ajeitei o corpo dela e virei-a de bruços contra os lençóis desfeitos. Segurei seu quadril com força, puxando-a para mim e penetrando-a por trás com uma violência apaixonada. Aylane enterrou o rosto no travesseiro, soltando gemidos altos e descarados enquanto eu dancava dentro dela num ritmo alucinante. Cada estocada minha arrancava um espasmo do seu corpo macio. ​A tensão no meu baixo ventre acumulava-se de forma perigosa. Eu a puxei pelos cabelos, fazendo seu pescoço se dobrar para trás para que eu pudesse morder a curva da sua orelha enquanto acelerava as investidas ao limite. ​Ela começou a tremer incontrolavelmente. A musculatura interna dela se contraiu ao redor do meu m****o em espasmos violentos e repetidos. O orgasmo de Aylane desabou sobre ela com a força de um choque elétrico, fazendo-a gritar meu nome em um êxtase puro. ​Ver a rendição dela foi o meu ponto de ruptura. Com três estocadas brutais e profundas, afundei até o limite e me libertei dentro dela, preenchendo o seu ventre com jorros quentes do meu sêmen, enquanto rosnava alto contra a sua nuca. ​Aylane ​O ápice do prazer foi tão intenso que senti minha consciência flutuar por alguns segundos. O peso do corpo de Gael caiu sobre o meu, a respiração dele desgovernada e quente contra minhas costas. Ele ainda estava completamente afundado dentro de mim, e cada pulsação do seu corpo enviava ondas de calor pelo meu ventre. ​Lentamente, ele se retirou, fazendo-me soltar um suspiro de vazio. Ele me virou de frente novamente, puxando-me para o seu peito sem dizer uma única palavra. O efeito das substâncias finalmente começava a dar lugar a um cansaço avassalador. ​Aconcheguei minha cabeça no peito largo de Gael, ouvindo o ritmo acelerado do seu coração. Por algumas poucas horas, na penumbra daquele quarto, a dor dos anos de desprezo parecia ter desaparecido. Eu estava nos braços do homem que amava, sentindo o calor da sua pele e o aroma do seu corpo. ​Fechei os olhos, deixando-me levar pelo sono pesado, sem saber que o verdadeiro pesadelo estava prestes a começar assim que a luz da manhã atravessasse aquela janela.
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