Aylane O silêncio dentro da limusine blindada era pesado como um cobertor de chumbo. Gael nem sequer olhou para mim desde o momento em que me tirara bruscamente do salão do restaurante L'Étoile. A mão dele, que antes pousava com uma falsa proteção na minha cintura, agora repousava sobre o joelho, apertada em um punho tão rígido que os nós dos seus dedos estavam brancos. O seu olhar fixava-se na estrada, exalando uma fúria contida, violenta e perigosa. Tentei entender o motivo de uma mudança tão repentina. Segundos antes, estávamos alinhados, dominando os acionistas com uma atuação impecável. O que poderia ter acontecido naquela ligação para acender o pavio do seu ódio com tanta força? — Gael... o que aconteceu na varanda? — arrisquei perguntar, mantendo a voz calma, embora o meu co

