Gael Dois dias haviam se passado desde a nossa noite inesquecível de núpcias na colina. A rotina do nosso refúgio começava a ganhar uma cadência harmoniosa, entremeada por longos cafés da manhã na varanda, discussões sobre o plano de expansão da Fundação Helena Silva e breves momentos de descanso longe do frenesi corporativo. Era meados de um fim de tarde límpido quando o meu telefone celular, pousado sobre o tampo de mármore do escritório, começou a vibrar insistentemente. Aproximei-me da mesa, observando o visor. Um número internacional de Nova Iorque brilhava na tela. O código de área da Upper East Side imediatamente acendeu um sinal de alerta no meu peito. Era o número direto da residência de minha mãe, Miranda Duarte. Atendi, ajustando o aparelho ao ouvido. — Gael? — A voz d

