Capítulo 41

2238 Words

Aylane ​O sol de fim de tarde banhava as paredes do meu novo apartamento com uma luz alaranjada e suave. ​Sentada no sofá da sala — que agora começava a ganhar a minha identidade, com móveis simples, tons neutros e quadros com paisagens serenas —, eu segurava uma antiga caixa de madeira aveludada. Era o único pertence que o meu pai conseguira resgatar da mansão da serra antes que a propriedade fosse penhorada pela Justiça Federal. ​Abri a tampa devagar. Dentro, repousavam as poucas cartas, fotografias e diários da minha mãe. ​Passei os dedos sobre a caligrafia delicada dela num diário amarelado pelo tempo. Minha mãe fora uma mulher visionária, a verdadeira responsável por desenhar os primeiros esboços da empresa de logística que o meu pai e Beatriz posteriormente destruíram. Beatriz nã

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